F1

Em má fase, Ricciardo diz que quebras são motivo para “não gostar desse esporte algumas vezes”

Daniel Ricciardo gosta de muitas coisas no automobilismo, mas a imprevisibilidade de certos problemas mecânicos não é uma delas. O australiano recorda a experiência na infância com um kart que quebrou e voltou a funcionar por si só
Warm Up / Redação GP, de Berlim
 Daniel Ricciardo (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
Daniel Ricciardo vive uma fase infernal na Fórmula 1. O australiano vive uma temporada das mais turbulentas por problemas mecânicos, incluindo o custoso abandono no GP do México. Para Ricciardo, é o lado ruim do automobilismo: o australiano reconhece que a aleatoriedade de algumas quebras é o motivo para ficar de mal com o automobilismo em alguns momentos.
 
“Não acho que isso [sequência de quebras] está acontecendo porque um dos meus mecânicos está fazendo algo errado. São coincidências mecânicas, e esse é um dos motivos para que eu não goste desse esporte algumas vezes”, comentou Ricciardo.
 
O abandono no México foi o oitavo em 2018, maior número dentre os pilotos do grid. Foi também o terceiro fim de semana seguido com algum tipo de falha, depois de quebrar na classificação do Japão e na corrida dos Estados Unidos.
Daniel Ricciardo vive fase negativa na F1 (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
A situação é chata, mas não nova para Daniel. O australiano traça paralelo entre a fase atual e a vivida na infância com um kart ‘da lua’.
 
“Eu aprendi isso [quebras] muito jovem. Eu tinha 9 anos e estava começando no kart”, recordou. “Um fim de semana ele simplesmente não andava. A gente tentava ligar o motor e ficava falhando. Trocamos a mangueira de combustível, todas essas coisinhas, e nada funcionou. Voltamos no fim de semana seguinte só para um dia de treinos e nós nem tínhamos tocado o kart, só jogamos na van. Tiramos, colocamos na pista e estava ok. Nada errado como ele. Nesse dia eu aprendi que automóveis são estranhos. Poderia usar outras palavras, mas vou dizer que são estranhos. É simples assim, algumas vezes as coisas não funcionam e não há explicação”, definiu.
 
Após o GP do México, a frustração chegou ao ponto de Ricciardo colocar em xeque a participação nas etapas do Brasil e de Abu Dhabi, sugerindo que Pierre Gasly já deveria assumir a vaga. O australiano reapareceu dias depois para explicar que segue comprometido com a Red Bull até o fim da temporada, quando passa a representar a Renault.

O Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 acontece este ano nos dias 9, 10 e 11 de novembro, no autódromo de Interlagos. Os ingressos para a corrida estão disponíveis no único site oficial do evento: www.gpbrasil.com.br