Em regulamento, FIA diz que fornecedoras devem entregar motor idêntico às equipes clientes e times de fábrica em 2016

Entidade que determina o regulamento da F1 confirmou que as fornecedoras de motor não poderão oferecer unidades de potência de especificação inferior às equipes clientes a partir da próxima temporada. Entretanto, a regra pode cair se todas as equipes estiverem de acordo

Em foco nos últimos meses, os motores da F1 são o centro de um item do regulamento técnico da F1 para 2016 que pode equilibrar um pouco mais as forças entre as equipes do Mundial. Isso porque a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) determinou que, a partir do ano que vem, as fornecedoras Mercedes, Ferrari, Honda e Renault devem entregar às suas equipes a mesma especificação de motor, sem distinção entre equipe cliente e time de fábrica.

Desta forma, não se verá mais situações como a deste ano, com a Manor Marussia correndo com uma especificação de motor da Ferrari de 2014 — adaptado ao carro, também do ano passado — ou deste ano, com as equipes clientes da Mercedes, Williams, Force India e Lotus, correndo as últimas provas do ano com uma especificação inferior ao que é utilizado atualmente pelos carros de Lewis Hamilton e Nico Rosberg.

Williams, Lotus e Force India, as equipes clientes da Mercedes, recebem atualmente um motor inferior ao usado pelo time de fábrica (Foto: Williams F1)

Segundo o site oficial da F1, o artigo 23.5 do Regulamento Esportivo da F1 para 2016 diz que “somente unidades de potência que sejam idênticas às unidades de potência que foram homologadas pela FIA em concordância com o Apêndice 4 deste regulamento poderão ser utilizadas em um evento durante as temporadas dos campeonatos 2016-2020”.

Vale lembrar que estão vetadas, a partir de 2016, as adoções das fichas de desenvolvimento, artifício usado pelas montadoras para melhorar os motores ao longo do campeonato. Desta forma, as fornecedoras terão de entregar o motor para homologação junto à FIA até 28 de fevereiro do ano que vem.

Tal medida deve agradar a Red Bull. A equipe tetracampeã do mundo ameaça, já há algum tempo, deixar a F1 se não contar com um motor competitivo para a próxima temporada. Desanimada com a falta de potência e confiabilidade dos propulsores da Renault, a escuderia de Milton Keynes já revelou o desejo de contar com motores Ferrari ou Mercedes para o ano que vem.

Em princípio, a Ferrari acenou com a possibilidade de vender suas unidades de potência à Red Bull e Toro Rosso, mas desde que seja uma versão anterior à do time de fábrica, algo que a cúpula do time taurino não concorda.

Com a publicação do regulamento para 2016, as montadoras não poderão entregar versões inferiores aos seus clientes. Entretanto, esse trecho do regulamento pode cair por terra, desde que seja do desejo de todas as equipes do grid.

“Este Regulamento Esportivo foi publicado em 30 de setembro de 2015 e só pode ser modificado em acordo unânime da parte de todos os competidores inscritos no Campeonato de 2016, exceção modificações realizadas pela FIA em razão de segurança, as quais poderão entrar em efeito sem aviso prévio”, diz o artigo 1.2.

Novamente em relação aos motores, chefes e diretores-técnicos das equipes, representantes das fornecedoras de motor e da própria FIA vão se reunir na sede da entidade na próxima quinta-feira para discutir alguns temas bastante relevantes para 2016. Estarão em pauta, por exemplo, as restrições para desenvolvimento das unidades de potência e a definição ou flexibilização dos prazos para a homologação dos próximos motores que equiparão as equipes do Mundial de F1.

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