F1 divulga balanço financeiro do primeiro trimestre e aponta queda nas receitas

Números divulgados pela Liberty Media apontam quedas nos valores da Fórmula 1 entre janeiro e março de 2020 em relação aos números do mesmo período em 2019

As receitas da Fórmula 1 caíram no primeiro trimestre durante a crise do novo coronavírus. Os números despencaram de 246 milhões de dólares, entre janeiro e março de 2019, para apenas 39 milhões no mesmo período em 2020. 
 
Os cancelamentos das provas na Austrália e no Bahrein, além de diversos adiamentos do início da temporada contribuíram para a queda nas receitas da F1. Apesar de muitas provas, além de contratos de patrocínio e com emissoras de televisão, já terem pago previamente os valores para 2020, a categoria não reconheceu estes pagamentos como renda.
 
As principais receitas da Fórmula 1 incluem taxas de corridas, contratos com emissoras de televisão e patrocínios. Os valores destes contratos caíram de 198 milhões de dólares para apenas 13 milhões em 2020. Outras fontes de renda caíram 48 milhões para 26.
Chase Carey (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
O lucro operacional geral causou uma enorme perda para a F1, aumentando de 47 milhões de dólares em 2019 para 137 milhões no primeiro trimestre deste ano.
 
"Como não houve eventos realizados durante o primeiro trimestre de 2020, a receita primária da F1 consistiu apenas de elementos de contratos de patrocínios não relacionados às corridas que foram reconhecidos durante o período, e nenhuma taxa de promoção de corrida nem de transmissão foram contabilizadas", afirmou, em nota, a Liberty Media.
 
Apesar das perdas, a F1 conseguiu reduzir custos operacionais em 2020, com queda de 52 milhões para 43. A categoria chegou a levar todo o circo para Melbourne, na Austrália, onde seria disputada a primeira etapa do calendário, mas a crise do novo coronavírus fez com que a prova fosse cancelada um dia antes do início dos treinos.
 
A Liberty Media ainda afirmou que nenhum pagamento foi feito às equipes neste primeiro trimestre de 2020, pois a prática contábil da Fórmula 1 os aloca quando as corridas acontecem. "Não houve despesas de pagamento de equipe registradas, pois esses pagamentos são reconhecidos de acordo com a realização das corridas no calendário. Outros gastos da receita da F1 são de natureza bastante variável e estão diretamente relacionados às oportunidades de receita", disse a empresa.

A Fórmula 1 divulgou, recentemente, um calendário novo com 18 etapas programadas. A temporada, nos planos da categoria, começaria em julho.

 

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