F1 fala em “adequar regras” após polêmica com bandeira vermelha em São Paulo
Stefano Domenicali, CEO da F1, também relembrou GP de Mônaco deste ano, quando bandeira vermelha na primeira volta permitiu que pilotos fizessem pit-stop obrigatório da prova
Max Verstappen deu show no GP de São Paulo de Fórmula 1, saindo da 17ª posição e terminando no lugar mais alto do pódio. No entanto, o neerlandês acabou ajudado por uma bandeira vermelha no meio da prova, depois do forte acidente de Franco Colapinto no período de safety-car. Durante a interrupção, o tricampeão — quase tetra — fez a troca dos pneus e, com compostos novos, logo superou Esteban Ocon e abriu caminho para a vitória. Esse tipo de vantagem durante a paralização de corridas pode mudar no futuro, como indicou Stefano Domenicali, CEO da F1.
Logo após o encerramento do GP de São Paulo de F1, Lando Norris reclamou da permissão de se trocar pneus durante a bandeira vermelha. O piloto da McLaren foi um dos prejudicados com a paralização. Voltas antes, enquanto perseguia George Russell pela liderança da corrida, ele acompanhou o adversário e ambos foram aos boxes para trocar pneus, aproveitando de um restinho de safety-car virtual.
Tanto Norris quanto Russell voltaram mais atrás, inclusive de Verstappen, que não havia parado. Na sequência, entrou um safety-car após Nico Hülkenberg rodar e ficar com o carro estacionado em posição perigosa — o alemão foi empurrado de volta à corrida pelos fiscais de pista, o que lhe rendeu a desclassificação da prova por ter recebido auxílio externo, algo não permitido na F1.
Durante esse período de neutralização da corrida, Franco Colapinto aquaplanou na reta principal, depois da chuva apertar um pouco. O forte acidente obrigou a direção de prova da F1 a acionar a bandeira vermelha. Naquele momento, Ocon liderava, com Verstappen em segundo e Pierre Gasly em terceiro, sendo que nenhum destes tinham parado nos boxes. Em decorrência das regras, puderam colocar novos compostos.

Isso abriu caminho para o trio subir ao pódio, com Verstappen superando Ocon logo na relargada e abrindo 19s de vantagem até receber a quadriculada. Norris exaltou o desempenho do neerlandês, mas disse que contou com a sorte de ter entrado a bandeira vermelha.
Esse tipo de episódio pode não acontecer mais no futuro. Stefano Domenicali, CEO da F1, sugeriu que a categoria poderá fazer alguma alteração nessa regra e acompanhar o que é feito em outras competições, como na própria Indy, onde uma bandeira vermelha impede de realizar qualquer mudança nos carros.
A preocupação do dirigente não vem de agora, mas o acompanha desde o GP de Mônaco de F1 deste ano. Na ocasião, um forte acidente entre Sérgio Pérez e Kevin Magnussen interrompeu a corrida ainda na primeira volta. Todos os pilotos aproveitaram para mudar os compostos, realizando a troca obrigatória e não mais parando nos pits. Isso contribuiu para que aquela prova fosse uma verdadeira procissão.
“Este ano tivemos uma bandeira vermelha [em Mônaco] na primeira volta e todos fizeram seus pit-stops obrigatórios. Não devemos deixar isso acontecer novamente. Devemos nos antecipar e prever melhor esses cenários para adequar com as regras”, declarou Domenicali.

Por enquanto, esta possível mudança não será tão breve. Para o regulamento de 2025 da F1, a Federação Internacional de Automobilismo [FIA] manteve a permissão para troca de pneus e volantes, como está escrito no artigo 57.4.
Agora, a Fórmula 1 retorna entre os dias 21 e 24 de novembro para o GP de Las Vegas, nos Estados Unidos.
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