Alonso vai do descrédito próprio ao sonho do tri na F1 com pódio no GP do Catar

Três dias antes do GP do Catar, Fernando Alonso foi enfático: “Não, não haverá pódio”. Mas o desenrolar do fim de semana e a performance sólida na corrida colocou o bicampeão no top-3 depois de mais de sete anos. Empolgado, o bicampeão já sonha com: o tri em 2022

O resumo com os melhores momentos do GP do Catar de F1 (Vídeo: F1)

Quinta-feira, 18 de novembro. Fernando Alonso mostrou cansaço com as entrevistas coletivas na Fórmula 1 por ter de dar sempre as mesmas respostas. Curiosamente, quando foi perguntado sobre um eventual pódio no GP do Catar, o bicampeão foi direto. “Não, não haverá pódio”, e previu que não passaria do oitavo lugar nas três últimas provas do campeonato.

Domingo, 21 de novembro. Três dias depois daquela declaração na conferência de imprensa promovida pela FIA em Losail, Alonso foi o Piloto do Dia do GP do Catar. Beneficiado pelas punições impostas a Max Verstappen e Valtteri Bottas, o espanhol da Alpine largou em terceiro, fez uma corrida muito forte, arriscou com a estratégia de apenas uma parada e, ao final de 57 voltas, cruzou a linha de chegada em terceiro lugar e regressou ao pódio depois de 7 anos, 3 meses e 25 dias — o segundo maior intervalo entre dois pódios na história da F1.

Também na estatística da Fórmula 1, Alonso agora é o 23º piloto mais velho da história — e o mais velho em atividade — a conquistar um pódio no Mundial, com 40 anos, 3 meses e 23 dias.

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Fernando Alonso comemorou o retorno ao pódio na F1 depois de mais de sete anos (Foto: Alpine)

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O resultado inesperado conquistado no Catar no último domingo encorajou Fernando a sonhar com algo além. Ao lado de Lewis Hamilton e de Max Verstappen — os dois protagonistas da temporada e postulantes ao título —, o asturiano sonha em estar ao lado deles em uma disputa pelo campeonato no ano que vem.

A esperança de Alonso está na virada do regulamento técnico com a adoção de uma nova geração de carros pela Fórmula 1 no ano que vem. E aí, se a Alpine conseguir desenvolver um bom projeto, o bicampeão espera estar na briga pelo tri.

“É difícil prever o que vai acontecer nos próximos anos. Mas sim, adoraria estar na luta com eles [Hamilton e Verstappen]. Quem fizer um bom carro no ano que vem… Acho que é um reset para todos, e cabe a nós fazer um carro rápido”, disse o dono do carro #14 da Alpine em entrevista coletiva depois da prova no Catar.

“Não é como neste ano, que foi uma continuação da última temporada, mas em 2022 todos terão as mesmas cartas, por isso temos de jogar de forma mais inteligente e, com sorte, fazer um carro rápido. Se estivermos nessa posição, eu me sinto forte e pronto para enfrentar a batalha. Vamos ver”, comentou.

No período em que se encheu da Fórmula 1 no fim do seu primeiro ciclo na categoria, em 2018, Alonso venceu as 24 Horas de Le Mans e o Mundial de Endurance pela Toyota. Também com a marca japonesa, já fora da F1, fez até o Dakar e, com a McLaren, fez novamente as 500 Milhas de Indianápolis, mas foi um mero coadjuvante.

Feliz por estar de volta, Alonso sorriu e garantiu: “Estou curtindo a Fórmula 1”. O piloto lembrou que a carreira de um piloto é cheia de altos e baixos, mas que o momento, agora impulsionado pelo feito em Losail, é novamente positivo e o inspira a sonhar com algo a mais na sua trajetória.

“A carreira às vezes é um sobe e desce. Tive momentos maravilhosos há dois, três anos, ao vencer Le Mans, vencer o título do WEC, mas obviamente voltando agora, na preparação para 2022 e diante do novo regulamento, ter esse pódio agora é muito bom”, concluiu o homem mais feliz da noite de domingo no Catar.

F1 NO CATAR: HAMILTON VENCE, VERSTAPPEN 2°, ALONSO NO PÓDIO | Briefing
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