Ferrari evita ‘caça às bruxas’, mas diz que revés “tem de ser uma lição para nós”

Mattia Binotto, depois de mais um duro revés na temporada, tenta fazer do ocorrido neste sábado um impulso para melhorar a qualidade de um time combalido pela série de resultados ruins. O chefe da Ferrari disse que é preciso analisar tudo o que aconteceu neste sábado de forma interna e entende que é preciso “melhorar nossos processos internos”

Depois da catástrofe, é hora de juntar os cacos e recomeçar. A Ferrari ainda busca explicações para o duplo revés que tirou de combate, em determinados momentos do treino classificatório do GP da Alemanha deste sábado (27), Sebastian Vettel e Charles Leclerc. O tetracampeão deu sequência a um inferno astral que parece interminável e sequer conseguiu marcar tempo no Q1. Leclerc, por sua vez, despontou como candidato à pole, mas enfrentou um problema no sistema de combustível que não o permitiu acelerar no Q3
 
Um dia para ser esquecido? Não para Mattia Binotto. Chefe da Ferrari desde o início de janeiro, o engenheiro ítalo-suíço tem mais um abacaxi nas mãos para descascar. Mas o dirigente entende que não é hora, por enquanto, de ‘caça às bruxas’, mas sim de aprender com as lições que só os momentos difíceis são capazes de proporcionar.
 
“Não acreditamos na sorte, acho que há algo a melhorar em processos internos. Há coisas que devemos aprender, e isso tem de ser uma lição para nós”, declarou o dirigente em entrevista à emissora espanhola Movistar F1.

Mattia Binotto teve de explicar a catástrofe deste sábado na Alemanha (Foto: Ferrari)

“Estamos muito decepcionados porque não tivemos uma boa performance, e isso é algo que não deveria acontecer. É uma pena para os nossos pilotos porque acho que poderiam ter feito uma boa classificação hoje. Vamos ver o que acontece amanhã.  Sinto pessoalmente a responsabilidade”, comentou.

 
“Tivemos dois problemas: um, com a refrigeração do turbo, de Vettel, e outro com a bomba de gasolina, de Leclerc. É possível consertar e vamos estar prontos para a corrida de amanhã. Sabemos que temos um bom ritmo, de modo que vamos para cima e teremos ainda mais vontade de reagir”, complementou.
 
Quanto a Vettel, mesmo que eventuais trocas de componentes do motor sejam necessárias e, uma eventual punição seja aplicada, não muda sua posição de largada, o último lugar. Leclerc, que vai partir em décimo na Alemanha, é quem seria mais prejudicado em caso de uma eventual punição. Algo que o dirigente deixou claro que não quer.
 
“Esperamos que os danos não impliquem em punições e que possam ser reparadas. Ainda estamos com vontade de fazer uma boa corrida desde a posição em que vamos largar. Acho que não há necessidade de substituir peças, agora estamos focados no que aconteceu, mas consideramos todas as possibilidades”, afirmou Binotto, que lamentou por não ter visto a Ferrari lutar pela pole, como indicavam os resultados dos treinos livres.
 
“Acho que hoje poderíamos ter feito a pole. Independente das características do circuito, o carro está evoluindo. Poderíamos ter lutado por esta primeira fila. Temos um bom ritmo de corrida e tudo pode acontecer. Temos de focar no nosso ritmo e velocidade. Sebastian fez na Áustria uma bela reação, então tenho certeza de que amanhã vai ser uma boa corrida. Ainda estamos com muita fome de bons resultados”, concluiu.
 
A largada do GP da Alemanha está marcada para 10h10 (horário de Brasília) deste domingo. O GRANDE PRÊMIO acompanha AO VIVO e em TEMPO REAL. Siga tudo aqui.
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