Focado na Indy 500, Alonso diz que “talvez volte” à F1 se Sainz vencer corridas e despista sobre Dakar de 2020

Em longa entrevista, o bicampeão mundial Fernando Alonso comentou sobre a "esperada melhora" da McLaren e que retorna à F1 caso Carlos Sainz vença corridas. Ele também reafirmou o foco em vencer a Indy 500 e despistou sobre a possibilidade de competir no rali em 2020

Fernando Alonso retornou ao cockpit da F1 nesta semana durante os testes coletivos do Bahrein. O espanhol, que deixou a categoria integralmente após o fim da temporada 2018, voltou a pilotar a McLaren, como parte do programa de testes de pneus da Pirelli. O desejo de Alonso em retornar à categoria ainda é forte, principalmente por conta do bom desempenho da equipe no GP do Bahrein, com os dois carros largando entre os dez primeiros e Lando Norris marcando a sexta posição.

Em entrevista ao jornal espanhol 'Marca', Alonso citou que já esperava a melhora de desempenho da McLaren em 2019 por conta dos sacrifícios feitos no ano passado, e também comentou que caso o compatriota Carlos Sainz ganhe duas corridas antes do fim da temporada, é provável que ele retorne ao grid.

"É normal que a McLaren tenha melhorado, eu já esperava. Por isso sacrificamos o ano passado desde junho, porque sabíamos exatamente as áreas que deveríamos melhorar. Não me interessa correr na F1 neste ano, mas se o Carlos Sainz ganhar duas ou três corridas antes de Abu Dhabi, talvez sim", declarou o bicampeão mundial.
Fernando Alonso em visita à F1 em Barcelona (Foto: McLaren)

Além da McLaren, quem também foi destaque durante a corrida no Bahrein foi o monegasco Charles Leclerc, da Ferrari. Ele anotou a pole-position e se encaminhava para a primeira vitória da carreira até lidar com problemas de motor nas voltas finais, entregando o primeiro lugar para Lewis Hamilton. Alonso elogiou a performance de Leclerc, e não se surpreendeu com o ótimo desempenho.
 

"O problema com o Leclerc foi frustrante, porque era uma corrida em que ele largou na pole e dominou a prova. Quando acontece um problema assim, é triste para o piloto, porque seria a primeira vitória dele na F1. No final, ele manteve o pódio e pôde celebrar algo. Eu estou feliz por ele, mas não é uma surpresa, porque ele era bem rápido no ano passado. Ganhou a GP3 e a GP2", citou.

O espanhol também falou sobre a expectativa de competir pela segunda vez nas 500 Milhas de Indianápolis. Ele comentou que é o seu grande objetivo em 2019 e que vários fatores podem contribuir para uma vitória, mas que precisa de algo que está em falta nos últimos anos: a sorte.

 
"A Indy 500 é o meu grande objetivo do ano, já disse isso no começo do ano e não mudei. Existem muitos fatores e também preciso de sorte, que é a única coisa que falta na minha lista, o que é muito difícil", disse o espanhol. "Existem muitas bandeiras amarelas que te beneficiam ou te prejudicam. O que podemos fazer é nos preparar da melhor forma, porque somos uma equipe nova. Não colaboramos com a Andretti, como foi dois anos atrás, e teremos muitas coisas novas para descobrir", concluiu.

Sobre 2020, Alonso ainda esconde o jogo. Ele mostra foco em competir na Indy 500, nas 24h de Le Mans e nas 6h de Spa-Francorchamps. Qualquer decisão sobre o futuro será realizada apenas depois do mês de julho.

 
"Tenho que considerar as provas de rali com cuidado. Uma coisa é fazer uma prova e se divertir, outra coisa é competir, é algo que tenho que avaliar nos próximos meses. No momento, me concentro em Spa, Indianápolis e Le Mans. Até julho, não vou considerar nada do futuro", citou. "A ideia é não mudar muitas vezes, porque se perde a perfeição necessária para triunfar em uma categoria. Depois de testar o carro da Dakar e fazer Daytona, tenho que me focar no carro da Indy, provavelmente no mês de maio inteiro", finalizou.

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