F1

GP do Azerbaijão diz que comunicado da FOPA “deu errado” por ser visto como ataque: “Aprendemos lição”

Ficou a impressão de que os promotores usaram a FOPA – Associação de Promotores da Fórmula 1 – para criticar a gestão do Liberty Media. Não era bem assim: Arif Rahimov, organizador do GP do Azerbaijão, diz que só quer “tornar o esporte melhor”

Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
O que era para ser uma simples manifestação da Associação de Promotores da Fórmula 1 [FOPA] criou um clima ruim. O pedido de maior colaboração entre GPs e a F1 foi recebido de forma negativa pelo Liberty Media e por promotores dissidentes. Logo ficou claro: Arif Rahimov, organizador do GP do Azerbaijão e membro da FOPA, pensa que a postura mais agressiva foi um erro.
 
Isso porque Rahimov aponta que a intenção nunca foi atacar ou ameaçar a F1, e sim defender interesses de promotores. A boa relação do próprio Azerbaijão com a categoria ficou evidenciada pela recente renovação de contrato para realizar o GP em Baku até 2023.
 
“Somos membros da FOPA, e eu estive presente na reunião, mas a ideia nunca foi atacar a F1 ou forçá-los a fazer algo que não querem”, disse Rahimov, entrevistado pela ESPN americana. “A ideia da FOPA é que todos os promotores se reúnam e falem com uma só voz sobre coisas que não estão nos contratos ou que estão mudando na indústria para ajudar a F1 a se tornar um esporte melhor”, continuou.
A organização do GP do Azerbaijão reflete sobre comunicado da FOPA (Foto: Sauber)
“Acabou sendo visto como uma crítica à F1 através da imprensa, mas a ideia nunca foi que isso fosse um comunicado de imprensa. A ideia era direcionar nossas preocupações à F1 a respeito de coisas que podem ser melhoradas, mas acabou dando um pouco errado. Isso foi visto do jeito errado e é óbvio que a F1 não ficou muito feliz com a forma com que lidamos com isso. Acho que aprendemos uma lição e agora vamos ter uma cooperação mais produtiva e menos destrutiva entre FOPA e F1”, prometeu.
 
Chase Carey reagiu com surpresa à aparente infelicidade dos promotores com a gestão do Liberty Media. O dirigente disse que não percebeu nada fora de controle em reuniões passadas.
 
“É principalmente a respeito de coisas pequenas, como as grid girls no passado”, frisou Rahimov. “Muitos promotores não sabiam que isso ia mudar e só descobriram depois. São coisas que os promotores querem saber antes que apareça na imprensa. Como um todo, raramente nos vemos em um beco sem saída, sem saber como resolver um problema. Estamos muito felizes com nossa relação como um todo, nossa relação direta com a F1, e é por isso que renovamos nosso contrato”, encerrou.