Haas justifica escolha por Hülkenberg: “Precisamos de um piloto para nos carregar”

Guenther Steiner, chefe da Haas, agradeceu a Mick Schumacher, mas disse que Nick Hülkenberg tem traço fundamental para a equipe: capacidade de carregar o piano

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A Haas confirmou, em novembro, que Mick Schumacher não continuaria com a equipe para uma terceira temporada e que a dupla de pilotos para 2023 seria formada por Kevin Magnussen e Nico Hülkenberg, de volta à Fórmula 1 após três anos de ausência do grid titular.

A escolha da esquadra americana, no entanto, foi bastante questionada por diferentes razões. Afinal, o alemão tem um histórico de atritos com o futuro companheiro Magnussen, carrega o fardo de ser o piloto com mais GPs sem nunca subir ao pódio, e estava há três anos fora da Fórmula 1 – apesar de ter feito algumas participações para substituir Sérgio Pérez, na Racing Point em 2020, e Sebastian Vettel, na Aston Martin, em 2022, após os pilotos terem testado positivo para a Covid-19.

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Mick, por sua vez, ainda era jovem, foi campeão nas categorias de base e possivelmente tinha potencial para mostrar mais. Porém, o fato de ter pontuado em apenas duas oportunidades em 2022 – Silverstone e Áustria – e as batidas frequentes forçaram Guenther Steiner, chefe da equipe, a procurar por um piloto mais regular, capaz de “carregar o time”.

“Somos o time mais jovem e, nos últimos anos, perdemos um pouco do nosso ímpeto quando veio a pandemia”, disse. “Então é uma questão de como podemos trazer o time de volta para onde queremos, como em 2018 e talvez até 2019. Mick fez um bom trabalho, mas precisávamos carrega-lo. Precisamos de alguém para nos carregar um pouco”, reconheceu.

É preciso Hülkenberg carregar a Haas (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

O dirigente ainda explicou que a demora para confirmar Hülkenberg como titular da Haas estava relacionado a uma observação do que acontecia no mercado de pilotos.

“Esperamos muito tempo porque a decisão não estava clara. O mercado seguiu nosso caminho – ninguém pegou [Hülkenberg] –, então esperamos um pouco mais do que o normal. Mas acho que isso é o melhor que podemos fazer para a equipe chegar onde queremos estar”, apontou.

Em 2022, a Haas saltou da última para a oitava colocação entre os Construtores, pontuando em seis oportunidades ao longo da temporada. Para 2023, Steiner está ainda mais confiante na evolução do time americano.

“Se você pensar no que fizemos do ano passado para este ano, demos um bom passo. Não foi estável, subimos e descemos o tempo todo, mas quando você compara a onde estávamos, agora estamos lutando com as equipes maiores”, avaliou.

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Com as coisas finalmente se encaixando, Guenther projeta que será possível subir um pouco mais na tabela do campeonato do ano que vem.

“Espero que no túnel de vento tenhamos o ganho que queríamos e cumpramos nossos objetivos. Por isso, espero que os outros não façam um trabalho melhor que nós”, afirmou. “Se os outros fizerem um trabalho muito bom, estaremos atrás. Mas acho que estou bastante confiante, ou cautelosamente confiante, de que daremos o próximo passo”, finalizou.

A Haas demorou para definir o piloto, mas viveu um dos grandes momentos de sua história no fim de 2022, em Interlagos, com a pole-position conquistada por Magnussen.

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