Hamilton acredita que é possível alcançar Alonso: “Ele não marcou pontos suficientes”

Ninguém conseguiu bater Lewis Hamilton no fim de semana do GP da Hungria. O inglês esteve a frente o tempo todo, e conquistou sua segunda vitória em 2012, essencial para que ele se reafirme na disputa pelo título. Sobre a corrida, o vencedor minimizou os ataques da Lotus e disse que apenas administrou a liderança para que os rivais desgastassem seus pneus

“Este fim de semana prova que tudo ainda está em jogo”, falou Lewis Hamilton após a 19ª vitória de sua carreira, segunda de 2012. Há algumas corridas, o piloto parecia fora da disputa pelo título. Depois de dominar todo o fim de semana do GP da Hungria, o inglês se recolocou na briga pelo título mundial.

Para que a glória seja alcançada, ele sabe do que ele e a McLaren precisam: “Consistência e melhorar o carro em algumas áreas. Tenho certeza que vamos fazer isso”. Hamilton, na Hungria, largou na pole-position pela terceira vez em 2012, e ocupou pela sétima vez um dos lugares da primeira fila.

Hamilton celebra sua segunda vitória na temporada e volta a sonhar com título (Foto: McLaren)

Um fator que dá confiança ao campeão de 2008 foi a dificuldade enfrentada por Fernando Alonso neste domingo (29). “Ele não marcou pontos suficientes. Se pudermos continuar com essa performance, podemos alcançá-lo”, disse o inglês, que soma 117 pontos após 11 corridas e ocupa a quarta colocação. Alonso tem 164.

A vitória antes das férias de verão da F1 dá uma tranquilidade maior para o time de Woking, depois dos problemas enfrentados nos GPs da Europa, da Inglaterra e por Hamilton na Alemanha. “É bom ir para as férias sabendo que vencemos. É um ótimo sentimento, e muito, muito importante para o que vamos fazer durante essa pausa”, disse o vencedor do dia.

“Claramente, ainda tempos muito trabalho a fazer. Devemos levar isso como um impulso, mas devemos saber que temos muito trabalho pela frente”, declarou Hamilton, pregando cautela.

Sobre o GP da Hungria, Hamilton exaltou a velocidade da Lotus e de seus pilotos, Kimi Räikkönen e Romain Grosjean, que completaram o pódio, nesta ordem. Na primeira metade da corrida, foi o francês que ocupou o segundo lugar, mas a 24 voltas do fim, o finlandês voltou de seu segundo pit-stop a frente e partiu à caça de Lewis. “Esses caras estavam rápidos”, elogiou. A pole-position, portanto, foi fundamental: “Se eles tivessem se classificado na minha frente, teria sido impossível passar por eles”.

“Quando se vence assim, sob uma pressão intensa de grandes pilotos como Romain e Kimi, é em um dia em que você precisa estar 100% concentrado. Eu me sinto muito bem, pois nem o time e nem eu recuamos”, destacou Hamilton.

Apesar dos elogios, porém, Hamilton negou que tenha temido a aproximação da Lotus: “A briga não foi tão próxima quanto pareceu. Eu deixei que eles se aproximassem em algumas curvas, pois eles poderiam ter problemas com os pneus. Só me preocupei em manter a minha velocidade no último setor, então eu abria uma distância suficiente nas últimas três curvas”, para que abrisse mais de 1s de vantagem e impedisse que Räikkönen ficasse próximo o suficiente para utilizar a asa traseira móvel na reta dos boxes, único ponto real de ultrapassagem no circuito húngaro.

A próxima etapa do Mundial de F1 acontece só daqui a um mês, no dia 2 de setembro, em Spa-Francorchamps, na Bélgica. Lá, Hamilton venceu uma vez, em 2010, e foi terceiro em 2008, após uma punição que lhe custou a vitória.

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