F1

Hamilton volta atrás, aceita dirigente da F1 na presidência da FIA e já indica nome: Wolff

Lewis Hamilton chegou a dizer que um ex-dirigente da F1 na presidência da FIA impedia a imparcialidade, mas já voltou atrás. O britânico acredita que um vínculo anterior com a categoria é ponto positivo, dado o sucesso de Toto Wolff na Mercedes

Grande Prêmio / Redação GP, de Berlim
No embalo de críticas e sugestões sobre o futuro da Fórmula 1 após o GP da França do último fim de semana, Lewis Hamilton chamou atenção ao desenha o perfil perfeito para um presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo): alguém sem vínculo anterior com a F1, algo que poderia afetar a imparcialidade. Uma semana atrás, Hamilton voltou atrás: o pentacampeão vê os benefícios de ter alguém do meio no comando da federação, tanto que já imagina como seria boa uma gestão de Toto Wolff, atual chefão da Mercedes.
 
“Não falei com o Toto [Wolff] ou com o Jean [Todt], mas tenho uma relação ótima com o Jean”, explicou Hamilton. “Quando ele fez esse encontro na FIA, ele recebeu os pilotos tão bem, realmente deu boas vindas à GPDA (Associação de Pilotos da F1). Acho que ele faz um grande trabalho desde quando tomou essa posição. Eu sei que alguém vai precisar tomar essa posição e, depois da corrida, fiquei pensando que não conheço ninguém melhor para conduzir um negócio do que o Toto. Então foi um conflito para mim, porque eu fiz um comentário que provavelmente não saiu exatamente do jeito que quis”, seguiu.
Toto Wolff é o nome certo para a presidência da FIA? (Foto: Mercedes)
Hamilton não lança campanha para uma candidatura de Wolff, mas explica que alguém ligado anteriormente ao automobilismo traz vantagens. Aos olhos do britânico, a complexidade da Fórmula 1 significa que lidar com negócios não é tarefa para qualquer um.
 
“Fiquei pensando nesses últimos dias que talvez trazer alguém que não sabe muito sobre F1 não é necessariamente a decisão certa”, admitiu. “Se você olha par gente como o Toto, ele já esteve em duas equipes diferentes e já esteve em outro negócio antes. Se você pudesse ver como esse negócio é conduzido... Eu não sei como ele consegue fazer. Nunca conseguiria fazer esse trabalho, e também é bom que ele nunca poderia fazer meu trabalho também”, encerrou.
 
Fora as questões políticas da F1, Hamilton tem foco também no campeonato em si. O britânico já está no Red Bull Ring, casa do GP da Áustria deste fim de semana.

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