Norris destaca perigo aos pilotos em estouros de pneu no Catar: “Não deveria acontecer”

Lando Norris reclamou do perigo à vida dos pilotos após ser um dos quatro competidores a ter seu pneu estourado durante a disputa do primeiro GP do Catar da Fórmula 1

F1 NO CATAR: HAMILTON VENCE, VERSTAPPEN 2°, ALONSO NO PÓDIO | Briefing

Lando Norris expressou frustração após o GP do Catar, disputado no último domingo (21), sobre o furo de pneu que prejudicou sua corrida. O inglês, que cruzou a linha de chegada em nono lugar — somando assim 2 pontos para a McLaren —, foi um dos quatro pilotos do dia a terem problemas em seu pneu dianteiro esquerdo, se somando a Valtteri Bottas, da Mercedes, e os dois carros da Williams, de George Russell e Nicholas Latifi. Norris ressaltou que os pneus não eram tão usados assim para apresentarem este tipo de problema.

“Acho que você não espera que o pneu vá estourar, principalmente os pneus duros”, disse. “Não estávamos em um stint tão longo assim, era algo como 20 voltas, e o pneu deveria durar mais do que isso”, afirmou.

A diferença de número de voltas entre os pilotos que estouraram seus pneus é notável: Bottas usou seus médios durante 35 voltas antes de estourar, enquanto a a dupla da Williams utilizarou compostos duros por 31 voltas. Lando, no entanto, viu seu pneu estourar após apenas 23 voltas pelo Circuito de Losail.

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Lando Norris durante a disputa do GP do Catar de Fórmula 1 (Foto: AFP)

“Em todas as pistas, você cuida dos pneus, porque eles se desgastam, mas você não espera que ele se desfaça completamente”, reclamou. “[Isso foi] Muito perigoso hoje para muitas pessoas, não deveria acontecer”, apontou.

Por fim, Norris ressaltou o perigo envolvido em um estouro de pneu, já que o piloto fica impossibilitado de controlar o carro. Bottas, por exemplo, foi parar na área de brita e teve que retornar à pista, espalhando detritos por parte do circuito. O inglês cobrou a Pirelli por um pneu mais duradouro, como forma de proteger os competidores.

“Se houvesse um muro lá ou algo do tipo, poderia ter sido bem mais perigoso”, adicionou. “Eles deveriam fazer pneus melhores. É perigoso para nós, pilotos. Arriscamos muito todo o tempo e se não pudermos pilotar [no limite] um carro de Fórmula 1 num circuito, vamos fazer o quê? Eu nem fiz um stint tão longo, 20 ou 25 voltas, tanto faz. Ainda assim, deveria conseguir ficar na pista”, encerrou.

A Fórmula 1 volta a acelerar em duas semanas com a disputa do primeiro GP da Arábia Saudita da história da categoria, entre os dias 3 e 5 de dezembro.

O resumo com os melhores momentos do GP do Catar de F1 (Vídeo: F1)
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