Hamilton dentro ou fora? Demora em ‘acordão’ Mercedes-FIA cria dúvida sobre futuro na F1

BBC repete que Lewis Hamilton segue "desiludido" com a prova final de 2021 em Abu Dhabi. Sky Sports vai em linha similar e diz que fontes próximas garantem que o inglês não sabe se segue na F1

O QUE QUEREMOS VER NA PRÓXIMA TEMPORADA DE ‘DRIVE DO SURVIVE’?

Qual será o futuro de Lewis Hamilton na Fórmula 1? Foi ainda cedo ao longo da temporada passada que o heptacampeão renovou o contrato por mais dois anos ao lado na Mercedes. Absolutamente tudo parecia nos conformes por mais algum tempo no grid do Mundial até que a decisão de 2021 aconteceu. Com os machucados claro que terminou de causar na relação entre FIA e Mercedes, o silêncio se instalou. Calado, Hamilton se nega a terminar com a especulação que se colocou: vai continuar ou a briga com Max Verstappen foi o fim da linha?

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A dúvida começa nas decisões derradeiras da direção de prova por conta da luta com Max Verstappen. No fim, o GP de Abu Dhabi, a crise explodiu. Com Michael Masi, o diretor de provas desde a morte de Charlie Whiting, à frente, a tomada de decisões foi claudicante. O fato de permitir a infame ultrapassagem apenas dos retardatários que estavam entre o então líder Hamilton e o segundo colocado Verstappen, foi a gota d’água. O fato de ter diminuído as reclamações de Toto Wolff bateram na alma da Mercedes como profunda traição.

Eis que, nesta quarta-feira (11), após quase um mês do título e silêncio sepulcral do heptacampeão, dois veículos tradicionais da imprensa inglesa – BBC e Sky Sports – partem do mesmo ponto de vista: Hamilton quer resolução rápida das investigações lançadas sobre a decisão e exigidas pela Mercedes como parte de um processo de protesto. Quanto mais demorar, pior será. E mais: os veículos ainda afirmam que há um acordo entre Mercedes e FIA.

Mas que acordo é esse? De acordo com ambas – que fazem questão de informar que a Mercedes nega -, há fonte importante com conhecimento do assunto que dizem: Mercedes topou abandonar o protesto sobre o resultado da corrida final do Mundial caso a FIA entregue alguma coisa. Esta coisa é a demissão de Masi e do diretor-técnico de monopostos, Nikolas Tombazis. A BBC vai além: informa que várias pessoas com conhecimento da situação garantem que sequer dá para ver um caminho possível para Masi seguir como diretor de provas.

TOTO WOLFF; GUERRA; MERCEDES;
Toto Wolff tem sido porta-voz dos sentimentos de Lewis Hamilton (Foto: Steve Etherington/Mercedes)

“Ainda parece um pesadelo”, falou, após a final, o chefe da Mercedes, Toto Wolff. “Lewis está desiludido e nunca vai esquecer disso completamente”. Nesta mesma entrevista, Wolff disse que a Mercedes faria a FIA se responsabilizar e jurou confiar que equipes e pilotos poderiam trabalhar junto à FIA para criar uma organização “com processo de tomada de decisões mais robusto”.

Mas a parte da desilusão e da dificuldade de esquecer é importante. Um mês depois, silêncio e nenhuma garantia. O Hamilton que entrou a fase final do ano mais motivado que nos últimos anos, animado em ter um rival à altura, dá impressão de ter sido drenado pela forma estapafúrdia com que a FIA tomou decisões na reta final da temporada. Há como superar?

“No momento, nada está claro – e faltam 69 dias para o GP do Bahrein. Ouvi de fontes próximas que ninguém sabe se Lewis Hamilton estará ou não no grid. Em Abu Dhabi, lembrem, ele ficou no pódio e cumprimentou Verstappen. Comportou-se com grande dignidade. Saiu quieto no fim daquele dia sem nem conversar com ninguém – a única entrevista que deu foi a pós-corrida, para Jenson Button, onde tudo o que falou sobre o ano que vem foi ‘bem, veremos sobre isso'”, citou Craig Slater, repórter da Sky Sports.

“Conversei com várias pessoas que tiveram algum contato com a Mercedes desde então. A maioria disse que espera que Lewis volte e tente ganhar o oitavo título em 2022. Mas o que me explicaram foi que ele até pareceu levar tudo bem na noite em que aconteceu, mas bateu de verdade nos dias seguintes. O jeito que perdeu o título. Não dá para esquecer que ele afirmou via rádio que o resultado tinha sido manipulado”, recordou.

Lewis Hamilton segue em silêncio depois do GP de Abu Dhabi (Foto: AFP)

“O que posso dizer hoje é que para Hamilton passar pela desilusão e voltar à F1, acreditam que tenha a ver com o que a FIA pode entregar com relação ao pedido de investigação que fizeram antes do Natal com relação ao que aconteceu na última volta do campeonato. O que podem revelar ao fim da investigação ou se dela sai algo tangível. E querem isso logo. Quanto mais isso se esticar, mais ainda não teremos um resultado e conclusões quanto a como a F1 deve se comportar no futuro, então pior fica a situação de Hamilton. Isso eu ouvi de uma fonte muito próxima, o que é importante. Suponho que todas as opções estão na mesa, inclusive que Lewis tire um ano sabático se não estiver pronto para voltar em 2022”, falou.

O que será do futuro de Hamilton? Ainda não se sabe. O que parece cada vez mais e mais óbvio é que está intimamente ligado à admissão de erros e informações de mudanças por parte da FIA. A ver se a nova administração está disposta a tanto.

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