Liberty Media diz que criou “ecossistema saudável” na F1 e prevê “trajetória de sucesso”

O diretor-executivo do Liberty Media, Greg Maffei, afirmou que o grande trabalho dos primeiros anos da companhia na F1 foi aumentar o valor das equipes

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O grupo Liberty Media comprou a Fórmula 1 no fim de 2016 e assumiu controle de fato no começo de 2017. De lá para cá, a primeira grande mudança nos carros supervisionada pelos estadunidenses será a de 2022, mas o diretor-executivo Greg Maffei falou um pouco sobre o foco nos primeiros anos. De acordo com o principal executivo dos donos da Fórmula 1, o objetivo inicial foi aumentar o valor de mercado das equipes para tornar o ecossistema financeiro do Mundial saudável.

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Maffei apontou que o desejo era fortalecer as equipes como parte de fazer as receitas da F1 crescerem a médio prazo, algo que vê como sucesso. Reflexo disso, aponta o executivo do Liberty Media, é o interesse de grupos de fora da F1 em adquirir equipes e fazer parte do esporte. No ano passado, por exemplo, a companhia de investimentos Dorilton Capital adquiriu a Williams, enquanto a Andretti chegou a costurar um acordo para comprar a Sauber no mês passado, mas o acordo caiu por motivos que nada tiveram a ver com as finanças – segundo Michael Andretti.

“Uma das coisas importantes foi ajudar o ecossistema. Dá para ver que as equipes estão mais fortes, e eu, particularmente, dou valor às palavras carinhosas que elas têm agora sobre o Liberty Media e a gerencia da F1. Sabe o que eu acho que é o motivo disso? O valor das equipes subiu dramaticamente. Sabíamos que isso era necessário e as ações que tomamos, com o teto de gastos e mudar alguns dos formatos de pagamento, foram criados para tornar o ecossistema mais saudável. Isso que aconteceu”, disse em apresentação feita a analistas de Wall Street, centro do mercado financeiro dos Estados Unidos.

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Público apaixonado nos EUA, maior desejo do Liberty Media (Foto: Peter Fox/Getty Images/Red Bull Content Pool)
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“De algumas formas, as equipes conquistaram esse sucesso porque era necessário torná-las saudáveis para que se preparassem para o próximo passo. O interesse que existe agora de compradores em negócios com as equipes é um eco desse sucesso. Há muita coisa se ajustando a nosso favor. Tudo isso sobre a demanda, as peças sobre a força do sistema, tudo constrói base sólida para o sucesso do futuro. O ano de 2022 será um passo à frente, mas não o último, certamente. Temos uma longa trajetória de sucesso em nosso caminho. Estou muito otimista”, seguiu.

Maffei, entretanto, foi claro: o aumento financeiro é importante para as equipes, mas, no futuro e com sequência dessa tendência, parte maior desta receita vai para nas mãos do Liberty. Mesmo com isso em mente, as equipes toparam assinar um novo Pacto da Concórdia no ano passado.

“Estou muito feliz em ver as equipes indo bem, era necessário para o sucesso da F1. O novo Pacto da Concórdia tem incentivos e, conforme a receita e os lucros crescerem, nós ficaremos com parte disso, que foi entregue [às equipes] nos últimos vários acordos. Sempre avisei a todos que esperassem mais exigências da nossa parte com base em quanto sucesso tivessem. E eles sorriram… Veremos como outras negociações vão caminhar, mas estou otimista que podemos continuar o sucesso junto das equipes, assim como nos últimos anos. Todos vão se beneficiar”, finalizou.

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