F1

Liberty Media revela às equipes planos para teto orçamentário com divisão em duas fases entre 2021 e 2023

Para estabelecer um novo regulamento na F1 a partir de 2021, o Liberty Media se reuniu, pela segunda vez, com as equipes para decidir medidas a serem adotadas. A principal mudança apresentada foi a implantação do teto orçamentário de forma mais gradual

Warm Up / Redação GP, de São Paulo

O Liberty Media se reuniu, pela segunda vez, com as equipes de F1 para conversar sobre o futuro da categoria. No encontro que ocorreu na manhã desta sexta-feira (25) em Mônaco, as principais pautas foram o regulamento dos motores e o teto orçamentário, que deve ser implantado em duas etapas e não terá início até 2021.
 
Com a presença de Chase Carey e Ross Brawn, os chefes da F1 apresentaram os resultados das discussões que tiveram com as equipes desde a primeira reunião, no GP do Bahrein. O presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Jean Todt, também estava presente e, do que foi apresentado, pouca coisa parecia ter mudado, segundo a revista alemã ‘Auto Motor und Sport’.
A F1 trabalha para ter um teto orçamentário para começar a entrar em vigor a partir de 2021 (Foto: AFP)
Em relação à parte financeira da categoria, o teto orçamentário US$ 150 milhões, aproximadamente R$ 550 milhões, se mantém. A diferença proposta é que as equipes tenham mais tempo para se adequar a essa condição. Assim, 2020 seria um ano para testar a redução dos gastos, e entre 2021 e 2023 fazer a migração definitiva ao valor máximo estabelecido, em duas etapas.
 
As regras para os motores devem ser preparadas até o fim de junho, quando também o Mundial de Endurance vai ter seu regulamento apresentado. A ideia é dar tempo às equipes para pensar no campeonato, algo que a McLaren, por exemplo, demonstra certo interesse.
 
Para os motores em si, Zak Brown acredita serem as decisões mais complicadas das reuniões, embora nenhuma mudança significativa tenha sido apresentada desde então. Na reunião de Mônaco, os presentes concordaram, em unanimidade, sobre o que já havia sido conversado no Bahrein, mas a decisão final será selada só no final de junho. Na época, os pontos propostos foram a retirada do MGU-H, e o aumento da rotação em 3000 rpm, subindo para 18000, medidas para tornar as unidades motrizes mais simples.
 
Uma das novidades falada no encontro foi sobre a possibilidade das equipes venderem o ERS — Sistema de Recuperação de Energia formado, hoje, pelo MGU-K e o MGU-H — para facilitar a entrada de novas equipes no grid. Dessa forma, os custos obrigatórios seriam diminuídos, resultando em menos despesas para potenciais novas fornecedoras de motor.
 
Apesar disso, Brawn afirmou que pretende manter os pneus de 18 polegadas. A estimativa, segundo especialistas, é que os custos sejam reduzidos em até 75% para as equipes por conta das novas especificações para a aerodinâmica dos carros.  
TEM LENHA PRA QUEIMAR

CASTRONEVES SENTE FALTA DA INDY E MERECE ESTAR NO GRID