F1

Liberty Media faz apresentação da ‘nova F1’ a partir de 2021 às equipes no fim de semana do GP do Bahrein

A nova gestão da F1 vai apresentar às equipes o que projeta ser o novo regulamento de motores para vigorar a partir de 2021. Pontos divergentes, como a remoção do MGU-H das novas unidades de potência híbridas vão ser debatidas. Ainda não se sabe, contudo, se o Liberty Media também vai aproveitar a reunião no Bahrein para revelar os planos do novo Pacto da Concórdia, previsto para entrar em vigor no mesmo ano

Warm Up / Redação GP, de Sumaré

Ainda que a F1 tenha celebrado a abertura da temporada 2018 no último fim de semana, na Austrália, os olhos da categoria também estão voltados para o futuro. 2021, mais precisamente. Na próxima semana, às vésperas do GP do Bahrein, o Liberty Media vai apresentar às equipes e fornecedoras de motor o regulamento que vai entrar em vigor dentro de três anos e promete tornar a F1 menos cara e um pouco mais acessível às montadoras que desejam desenvolver suas unidades de potência.
 
Em outubro do ano passado, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) anunciou o esboço do regulamento de motores da F1 para 2021. Entre os pontos para tornar os novos propulsores mais barulhentos e mais baratos, estão a remoção do MGU-H e o aumento da rotação em 3000 rpm, subindo para 18000. O conceito de sistema híbrido permanece, porém mais simples que as atuais unidades de potência que empurram os carros da F1.
 
Montadoras como Porsche, Cosworth e Aston Martin, por exemplo, mostraram-se interessadas no novo modelo de regulamento e indicaram que consideram voltar à F1 em tais moldes. Contudo, Mercedes e Ferrari, as duas equipes que dominam a categoria nos últimos anos, são contrárias a determinados pontos do esboço do regulamento, como a remoção do MGU-H, por exemplo. 
A F1 vai se reunir na semana que vem no Bahrein. Em pauta, o regulamento de motores para 2021 (Foto: Ferrari)
A fábrica de Maranello vem se mostrando contrária a várias intenções do Liberty Media, que busca tornar a F1 mais parelha, equilibrada e atraente ao fã, além de mais barata e justa.
 
Por isso, a reunião da semana que vem no Bahrein é aguardada com tanta ansiedade para os membros das equipes do grid. Afinal, é o futuro que está em jogo.
 
Em entrevista ao site norte-americano ‘Motorsport.com’ na Austrália, Christian Horner, chefe da Red Bull, não escondeu a ansiedade com as novas regras. “Penso que é importante ter uma visão geral do futuro do campeonato. Todo mundo está interessado em entender quais os planos do Liberty e esperamos vê-los nas próximas semanas”.
 
Consultor da equipe taurina, Helmut Marko acredita que o Liberty Media não vai recuar na questão do MGU-H, cuja remoção é vista como fundamental para reduzir os custos de concepção e desenvolvimento dos novos motores da F1.
 
“Disseram que vão nos dar todos os detalhes no Bahrein. Vamos esperar pelo que está por vir. Não posso imaginar que mantenhamos os MGU-H. Entramos em acordo por isso e temos certeza que deve haver mudanças no regulamento técnico e também no tema dos custos. É preciso reduzi-los”, clamou o austríaco. “Veja nossos vizinhos [fazendo menção à Force India]. Nenhuma equipe está ganhando dinheiro. Não é um modelo de negócio sólido e tampouco seguro”, disse.
 

Bob Fernley, chefe-adjunto da Force India, entende que não há mais tempo a esperar e que o novo regulamento de motores precisa ser definido já em 2018. Já o regulamento técnico no que diz respeito aos chassis e sobretudo o novo Pacto da Concórdia, de acordo com o dirigente, podem esperar um pouco mais.
 
“A chave é que agora eles começaram a trabalhar nisso. Até agora tivemos isso, é chegado o momento de virar a página. Vai ser um ano importante para eles. É fundamental que as regras de motores sejam definidas em 2018 porque as fábricas precisam de tempo para estudá-las. Acho que dá para esperar até 2019 para confirmar a regra dos chassis e outras coisas porque vai haver mais de um ano para implementá-la. Isso te dá ao menos um ano para negociar o assunto comercial”, concluiu.
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