Verstappen desafia hegemonia da Mercedes e Hamilton como candidato real ao título da F1

Max Verstappen foi um dos protagonistas do GP do Bahrein e, mesmo tendo perdido a vitória para Lewis Hamilton no fim da corrida, confirmou a condição de, ao menos neste começo de ano, ser o principal desafiante do heptacampeão e da Mercedes em 2021. Há, no entanto, algumas incógnitas no caminho do holandês rumo ao seu primeiro título mundial

Hamilton vence na estratégia e pega Verstappen: assista como foi o GP do Bahrein (Vídeo: GRANDE PRÊMIO com Reuters)

Com a hegemonia da Mercedes tendo sido muito pouco questionada nas últimas temporadas da F1, o desejo de muitos amantes do esporte a motor é que seja nessa temporada 2021 que alguém finalmente consiga desafiar o poderio da equipe de Brackley e, mas concretamente, a dominância de Lewis Hamilton. Contudo, será que Max Verstappen desponta mesmo como o grande homem capaz de reunir tais condições para lutar até ao final em busca de um título inédito?

A verdade é que no primeiro GP da temporada, no Bahrein, o holandês de 23 anos conseguiu desafiar Hamilton, superou o heptacampeão por quase 0s4 na classificação em Sakhir para garantir a pole-position, e batalhou pela vitória até a volta final. Max conseguiu ultrapassar Lewis faltando três voltas para a bandeirada, mas a polêmica manobra ao exceder os limites de pista da curva 4 levou a direção de prova a pedir à Red Bull que Verstappen devolvesse a liderança para o heptacampeão, que saiu com a vitória no Bahrein.

Em uma disputa como já não se via há muito tempo na Fórmula 1, as apostas apontam agora para Verstappen como principal ‘outsider’ para conseguir levar a Red Bull de volta ao topo do Mundial, algo que não acontece desde Sebastian Vettel em 2013. Mas será que o carro vai corresponder à altura o talento e agressividade do holandês?

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Max Verstappen lutou até o fim pela vitória contra Lewis Hamilton no Bahrein (Foto: Red Bull Content Pool)

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Red Bull conseguirá entregar o suficiente para Max?

Que os dois carros da Red Bull são rápidos já todo o mundo sabia. Porém, como se tem provado nesses últimos anos, a equipe taurina esteve longe de conseguir, de forma consistente, oferecer as condições para seus pilotos terem uma luta justa contra a Mercedes do início ao fim do campeonato.

Com orçamento menor, o time sediado em Milton Keynes está trabalhando ao máximo para conseguir adaptar o carro às necessidades e características de Verstappen.

Outra questão diz respeito ao segundo piloto. Tal qual ocorreu nos últimos anos com Pierre Gasly e Alexander Albon, uma das interrogações sobre a Red Bull é sobre como Sergio Pérez vai se adaptar ao carro taurino. O entendimento geral é que o RB16B é mais moldado ao estilo de pilotagem de Verstappen do que propriamente ao do mexicano.

Mesmo ainda sem estar completamente adaptado ao novo carro, ‘Checo’ Pérez terminou o GP do Bahrein na quinta posição, um resultado excelente se levar em conta que o piloto nascido em Guadalajara quase abandonou depois de o RB16B apagar na volta de alinhamento para o grid. GP muito complicado.

Se há certa desconfiança sobre a consistência da Red Bull como real concorrente da Mercedes, o que fica também é a expectativa sobre um forte conjunto, formado pelo jovem, porém extraordinário Verstappen e um experiente e vencedor Pérez, uma dupla de pilotos das mais equilibradas e sólidas do grid para poder desafiar a hegemonia da Mercedes. Outro trunfo da Red Bull é o motor Honda, construído para 2021 sob novo conceito, de uma unidade motriz mais compacta. Tudo para poder derrotar aquela equipe que domina o Mundial desde 2014.

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Só o talento de Verstappen basta?

Muitas vezes comparado a Lewis Hamilton enquanto talento puro na Fórmula 1, Max Verstappen parece ser o único piloto com condições para lutar de igual para igual contra o heptacampeão. Isso porque Valtteri Bottas, segundo piloto da Mercedes, jamais mostrou consistência e, mesmo quando teve grandes carros, nunca foi um concorrente real.

Além disso, o finlandês parece estar cada vez mais desmotivado na equipe, o que é um complicador importante, sobretudo porque se trata do seu último ano de contrato com a equipe chefiada por Toto Wolff.

Com tudo ao seu favor, equipe disposta e motivada, um carro muito bom, motor excelente e um companheiro de equipe de primeiro nível, Verstappen tem o ambiente ao seu redor para enfim dar o próximo passo, justamente no ano que antecede à revolução da Fórmula 1 e que começou com a Mercedes em dificuldades com o novo W12, ainda que Hamilton tivesse arrancado uma vitória no peito e na raça.

Verstappen e Hamilton, Hamilton e Verstappen: ao que tudo indica, 2021 vai ser palco de um grande duelo de gerações e da rivalidade que muitos fãs ao redor do mundo querem ver.

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