McLaren diz que F1 precisa de novas regras para ser mais parelha. E Haas vê equipes do meio na briga “por migalhas”

Éric Boullier torce para que o novo regulamento da F1 previsto para 2021 possa abranger mais restrições de forma a deixar a categoria mais equilibrada e que possa oferecer mais chances para todos. O francês ressaltou o grande domínio exercido pela Mercedes desde o começo da nova ‘Era Turbo’. E Gunther Steiner, chefe da Haas, lamentou a disparidade dos times de ponta para as equipes do meio do pelotão

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A estabilidade no regulamento técnico e esportivo desde o ano passado e a perspectiva de mudanças apenas para a temporada 2021 sugerem que a ordem de forças na F1 deve permanecer inalterada por ainda um bom tempo: com a Mercedes dominando o grid. Essa é a visão de Éric Boullier, diretor de corridas da McLaren. O engenheiro francês acredita que só mesmo um novo conjunto de regras vai ser capaz de tornar o esporte mais parelho e competitivo. Essa é a torcida também do chefe de equipe da Haas, Guenther Steiner, que vê os times do meio do grid atualmente brigando apenas “por migalhas”.

 
Em entrevista veiculada nesta quarta-feira pelo site norte-americano ‘Motorsport.com’, Boullier mostrou que não tem muita esperança em mudanças significativas na ordem de forças da F1 em termos de luta pelo título nos próximos anos. Por isso, deposita toda sua fé na mudança de regulamento prevista para 2021.
 
“Isso é o que temos. O regulamento foi redigido há anos e assim seguimos. Enquanto todos não pudermos alcançar um rendimento parelho, vai ser a mesma coisa. A Mercedes projetou um motor e um carro muito competitivos desde o começo [da era híbrida] e parece que é muito difícil alcançá-los”, salientou.
A McLaren quer mudanças nas regras para ver uma F1 mais equilibrada (Foto: Mercedes)

“Acho que agora precisamos ter novas regras do Liberty Media e da FIA para 2021 e, com sorte, vão ser suficientemente restritivas para reduzir a distância e ter um bom nível de competitividade”, disse o dirigente.

 
Desde a adoção dos motores híbridos na F1, em 2014, a categoria só viu três equipes no topo do pódio desde então: Mercedes, com 63 vitórias; Ferrari, com oito; Red Bull, também com oito. As demais equipes literalmente lutaram pelo ‘resto’, com a Force India sendo a melhor deste grupo nos dois últimos anos.
O chefe da Haas vê as equipes do meio do grid lutando apenas pelo resto na F1 (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
O sonho de Boullier é ver uma categoria mais competitiva e também que seja mais atraente para os fãs como um todo. “Todos queremos ter um grande espetáculo. Queremos ver os carros lutando na pista em disputas roda a roda. Isso é o que os fãs querem ver. Para isso, precisamos que as coisas estejam muito mais apertadas entre o primeiro e o último”.
 

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E se a McLaren tem o anseio de ver novas regras para voltar a disputar entre as grandes do grid, a caçula Haas quer uma F1 menos desigual, sobretudo do ponto de vista financeiro. Guenther Steiner acredita que as novas regras deveriam ser redigidas para tornar o esporte mais justo.

 
“As regras e o futuro deveriam ser sobre buscar a igualdade de competições em tudo o que for possível. Há uma grande lacuna neste momento e, portanto, temos as três melhores equipes lutando pelo título e nós, pelas migalhas. Eles fazem um bom trabalho para ter dinheiro, gastar e investir. Nós não podemos. Isso é parte da competição, mas é bom para o campeonato? Não acredito”, afirmou o italiano.
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