Mercedes isenta software e culpa calculadora virtual por erro que fez Hamilton perder GP da Austrália

Dias após a frustrante derrota do GP da Austrália para Sebastian Vettel e a Ferrari, a Mercedes divulgou a causa do problema que custou sete pontos a Lewis Hamilton: e não foi o software vilificado ainda em Melbourne. Foi um bug numa calculadora offline que a Mercedes usa para adiantar tempos de volta

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A Mercedes descobriu qual foi realmente o problema que causou o erro de estratégia durante o GP da Austrália – e a subsequente vitória de Sebastian Vettel, ao passar Lewis Hamilton durante o processo de ida aos boxes. De acordo com Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista da marca alemã, houve um bug numa ferramenta usada pela Mercedes para calcular tempo de volta de todos os pilotos.

 
Hamilton vencia o GP da Austrália com certa facilidade no último fim de semana, quando parou nos boxes quase que junto ao segundo colocado, Kimi Räikkönen. Vettel ficou na pista por uma série de voltas, numa liderança que era visivelmente temporária. Após o safety-car virtual causado pelo erro da Haas, porém, o alemão acelerou, parou e voltou ainda como líder. O desdobramento deixou a Mercedes atordoada.
 
Sem entender o que acontecera já que – apesar do safety-car virtual ter congelado tempo de volta dele – fora avisado que havia andado o suficiente para superar qualquer situação fora do comum, Hamilton questionou a equipe. Nas estreitas ruas australianas, não conseguiu atacar Vettel. O alemão, além de tudo, tinha pneus muito mais novos.
 
Após a corrida, a Mercedes suspeitou que o erro havia sido num software utilizado para traçar a estratégia da corrida. Mas não foi. No programa de leitura da corrida que a Mercedes tem no Youtube, chamado 'Pure Pitwall', Devlin explicou que foi com uma espécie de calculadora virtual da Mercedes.
Lewis Hamilton e Sebastian Vettel (Foto: Twitter/Soy Motor)

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"O problema não foi realmente com o software de estratégia que usamos", apontou. "Foi com a ferramenta offline que criamos para calcular esses tempos de volta. Encontramos um bug na ferramenta, o que fez com que ela desse números equivocados", falou.

 
"O número que estávamos calculando era em torno de 15 segundos e, na realidade, era deveria ser pouco menos de 13 segundos. Isso criou a diferença. É por isso que nós achamos que estávamos a salvo. Acreditamos que tínhamos uma margem, mas você viu o resultado. Caímos, ficamos na segunda colocação e é muito difícil ultrapassar [na Austrália]. Não conseguimos", explicou.
 
Segundo Devlin, agora a Mercedes resolver tratar o erro como se fosse um simples problema de confiabilidade no motor ou no câmbio. A ideia é criar um passo a passo a ser seguido para que uma nova situação como essa não aconteça no futuro.
 
"É uma questão de entender tudo que deu errado e juntar as informações – invariavelmente nunca é uma coisa só. Há elementos com os quais podemos tratar melhor com os cálculos, e olhamos isso para o futuro. Vamos nos certificar que tenhamos mais margem porque queremos ser capazes de cobrir o que quer que Vettel esteja fazendo – seja uma última volta fantástica ou um pit-stop incrivelmente rápido", apontou.
 
"Com qualquer uma dessas coisas, olhamos o que deu errado, trabalhamos em cima e criamos processos para ter certeza de que não se repita."
 
A F1 volta com o GP do Bahrein, em Sakhir, no fim de semana dos dias 7 e 8 de abril.
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