Mercedes muda acerto, volta atrás e tenta evitar derrota na Áustria. Red Bull só guarda

A Fórmula 1 corre de novo no Red Bull Ring, mas em condições diferentes da última semana. O clima está mais frio e os pneus são mais macios. Apoiada nessas mudanças, a Mercedes busca reagir contra uma Red Bull que parece não sentir qualquer abalo

“Demos alguns passos à frente, mas eles ainda têm algo extra no bolso”. Foi isso que disse Lewis Hamilton ao deixar o carro da Mercedes após a segunda sessão de treinos livres, na Áustria, onde a Fórmula 1 segue desde a semana passada. A equipe alemã tenta evitar uma nova derrota para a rival Red Bull e lançou mão de alguns recursos para tirar proveito das mudanças previstas para esse fim de semana. As alterações feitas no W12 e os testes realizados ao longo da sexta-feira (2) promoveram, de fato, um melhor desempenho no geral, daí a liderança ao fim do dia. Mas a impressão é de que há mais por vir. E não só da Mercedes, que, ao menos, colocou seus dois carros na ponta da tabela, com Hamilton à frente de Valtteri Bottas. Max Verstappen apareceu em terceiro.  

É importante dizer que há dois novos elementos fundamentais nesta segunda passagem do Mundial pela pista de propriedade dos energéticos. O primeiro deles é o clima: está mais frio que semana passada, e isso é uma boa notícia para os heptacampeões. O segundo ponto é a borracha: a Pirelli optou pela gama mais macia de pneus. Em um momento inicial pode até pintar como um revés para os alemães, mas pode não ser exatamente assim. A verdade é que se abriu para a esquadra de Toto Wolff uma chance de revidar o que aconteceu no último domingo.

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Por isso, a equipe ousou e tentou ser mais agressiva. Ajudada pela maior aderência que os pneus macios proporcionam, a Mercedes usou no carro de Hamilton no primeiro treino livre uma configuração de asa traseira com menos carga aerodinâmica, em uma tentativa de buscar velocidade de reta – o grande calcanhar de Aquiles na briga com os energéticos. O time também trabalhou com pequenos ajustes do difusor – os modelos foram à pista pintados com o flow-vis nesta peça para buscar informações aerodinâmicas. Apesar da decisão de passar a focar totalmente no projeto de 2022, os atuais campeões ainda não parecem preparados para abrir mão desse campeonato. Tanto é assim que Hamilton apelou para o simulador como forma de encontrar soluções e ajudar o time.

Só que a mudança do acerto aerodinâmico não causou o efeito esperado, e os engenheiros tiveram de voltar atrás, para o mesmo perfil da asa usado na semana passada, com um pouco mais do downforce. Ainda assim, o carro respondeu melhor. “O TL1 foi complicado, porque eu estava tentando uma variável diferente no carro e não deu certo. Precisei fazer mudanças de volta para algumas coisas que tínhamos na semana passada em certas partes do acerto. Mas a sensação melhorou. Não vou mexer muito, provavelmente”, reconheceu o heptacampeão.

“Há o risco de se perder quando você está sob pressão, então faremos apenas pequenas mudanças. Quero acreditar que o nosso ritmo de corrida, confirmado hoje, pode ser uma boa base para o domingo”, completou.

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A Mercedes conseguiu, diante da combinação de temperaturas menores com compostos mais macios, alcançar um ritmo de corrida mais forte e melhor, ainda que com uma diferença mínima, que o da Red Bull. O problema está na classificação, é esse “algo extra” mencionado por Hamilton. “Avançamos, certamente, mas não o bastante para tirar 0s2. Em ritmo de volta lançada, a sensação foi boa. Só que a Red Bull tem quase um modo de classificação como o que a gente tinha há alguns anos. Não sei de onde isso está saindo”.

Danado que é, Hamilton tenta jogar a pressão para os líderes. De fato, a Red Bull possui um acerto muito bem azeitado para a classificação, que passa pela ótima segunda versão do motor Honda, mas, principalmente, pela configuração aerodinâmica do versátil carro taurino. Mas parece que há ainda um ponto fraco: os pneus macios. Max Verstappen não ficou totalmente convencido sobre o composto de marca vermelha.

Verstappen liderou a primeira sessão de treinos do dia (Foto: Red Bull Content Pool)

“A Mercedes parece muito rápida nesse composto macio”, disse ele. “Do nosso lado, não foi perfeito aquela volta [a simulação, com a perda de rendimento entre as curvas 9 e 10]. Mesmo assim, me senti bem no carro. Não há problemas reais, só precisamos ter certeza de que temos um pouco mais de ritmo no pneu macio, porque acho que, com os médios, parecemos bem, assim como em ritmo de corrida. No final do dia, isso é o mais importante”, acrescentou o líder do campeonato, que ficou a pouco mais de 0s2 do melhor tempo de Hamilton.

De toda a forma, a definição da pole se desenha mais acirrada do que na semana passada, como efeito das mudanças climáticas e da escolha dos compostos. “Acho que vai ser apertado. Eles definitivamente melhoraram um pouco. Então, sim, veremos o amanhã, mas é claro que o mais importante são esses compostos mais macios. Esse é o desafio”, concluiu o holandês.

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