Mercedes admite que não tem resposta para instabilidade em parte traseira “fraca” do W12

James Vowles e Andrew Shovlin, membros da Mercedes, também explicaram influência dos ventos de Sakhir no desempenho ruim do W12 na pré-temporada. Time trabalha para corrigir problemas até a abertura da temporada

A Fórmula 1 divulgou uma simulação de volta no mais novo circuito de rua da Fórmula 1, Jidá, na Arábia Saudita (Vídeo: Fórmula 1)

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Atual heptacampeã mundial, a Mercedes chocou ao apresentar problemas durante os testes de pré-temporada no Bahrein. A quebra de câmbio na sexta-feira, logo na primeira volta de Valtteri Bottas, e a rodada de Lewis Hamilton no sábado limitaram a quilometragem do W12, abrindo espaço para a rival Red Bull impressionar, se mostrar confiável e sair com o tempo mais rápido do fim de semana.

Em vídeo publicado no canal oficial da Mercedes no YouTube, James Vowles, chefe de estratégias da equipe, respondeu perguntas dos fãs junto de Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista, e comentou que ainda não há solução para corrigir os problemas na traseira do W12, que mostrou bastante instabilidade ao longo dos testes.

“É bem evidente que o carro estava mal. Ao contrário, a Red Bull era muito estável, especialmente no último setor de volta. Acho que é uma observação justa, que era visível de fora. E diria que os tempos de volta refletiram isso também. Mas também é justo dizer que não temos resposta enquanto sentamos aqui agora, foram apenas 24 horas depois do teste. Muitos dados estão disponíveis para nós e agora temos uma longa jornada para tentar entender o que causou isso”, disse Vowles.

A polêmica traseira da Mercedes de Valtteri Bottas (Foto: AFP)

Outro problema apontado pela Mercedes nos testes foram os ventos de Sakhir. Shovlin explicou a interferência das rajadas na traseira e também nos pneus do W12. A Mercedes deu 304 voltas no fim de semana, o menor número entre as equipes, e teve apenas o quinto melhor tempo, anotado por Lewis Hamilton, atrás de Red Bull, AlphaTauri, Ferrari e Alfa Romeo

“O vento complicou. Quando ele está atrás do carro, você perde muito downforce porque a velocidade do ar é reduzida, então, em curvas que o vento estava atrás, era propenso a isso. Os pneus também são fáceis de superaquecer naquele circuito, e se você começa a escorregar, tende a perder aderência e só piora. Então, existem alguns problemas”, citou Andrew.

A Mercedes espera resolver os problemas antes da abertura do campeonato, que acontece na mesma pista de Sakhir, no próximo dia 28. O time utiliza os dados coletados nos testes para competir contra a Red Bull no GP do Bahrein.

“É importante notar que pudemos ver que alguns adversários não estavam com os mesmos problemas que nós. Precisamos focar em entender o porquê da nossa traseira ser um pouco fraca e como conseguiremos ser mais estáveis. E esse trabalho está acontecendo agora. Espero que quando chegarmos ao fim de semana de corrida, não seja tão difícil aos nossos pilotos, porque eles tiveram de trabalhar muito para alcançar aqueles tempos de volta”, concluiu Shovlin.

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