Diretor da Mercedes explica problema “irônico” que derrubou Hamilton em Mônaco

James Allison, diretor-técnico da Mercedes, entende que é irônico que uma das grandes forças do W12, especialmente com Lewis Hamilton, tenha sido o grande pronto fraco em Mônaco em todo o fim de semana. O heptacampeão jamais foi sequer um concorrente a um lugar no top-5 e terminou a corrida do último domingo em sétimo

Verstappen assume liderança da F1 após vitória: assista aos melhores momentos do GP de Mônaco (GRANDE PRÊMIO com Reuters)

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Lewis Hamilton teve desempenho irreconhecível em todo o fim de semana do GP de Mônaco. O heptacampeão, natural favorito em todas as classificações e corridas que disputa, jamais foi um concorrente ao topo nas ruas do Principado, onde mora. No sábado, o britânico foi superado até pela AlphaTauri de Pierre Gasly e largou em sétimo. No domingo (23), foi pior ainda. Em teoria, com dois adversários que se classificaram à sua frente fora da prova — Charles Leclerc, que nem largou, e Valtteri Bottas, com problemas no pit-stop —, o quinto lugar seria o mínimo a alcançar, mas Hamilton levou o ‘undercut’ de Sergio Pérez e Sebastian Vettel e terminou em sétimo lugar.

Ao fim da corrida, o britânico não conseguiu esconder a decepção e deixou claro que iria cobrar respostas da Mercedes. Eis que a equipe de Brackley já sabe o que aconteceu, sobretudo com o carro de Hamilton. Ou, melhor dizendo, com os pneus que calçaram o W12 #44 do recordista de poles e vitórias na Fórmula 1.

Em entrevista veiculada pelo site holandês RacingNews365.com, James Allison, que até 1º de julho ocupa o posto de diretor-técnico da Mercedes, justificou a performance muito abaixo do esperado de Hamilton.

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Deu praticamente tudo errado para Lewis Hamilton no último GP de Mônaco (Foto: Mercedes)

“Precisamos descobrir por que fomos lentos. O mais triste é a lentidão. Ironicamente, nosso carro, que tem como melhor arma o uso dos pneus em várias pistas, nesta em particular sempre sofremos um pouco com eles. Nós jamais tratamos bem deles no sábado, de modo que nossas posições no grid são modestas”, destacou o engenheiro britânico.

“No domingo, estávamos ok no começo do stint, mas no fim do stint, quando a maior parte das ações cruciais da pista acontecem nessa pista, estávamos normalmente sem ideias sobre um pneu que se desgastou um pouco mais cedo em relação aos nossos adversários”, explicou.

“[A questão] É entender isso, o que deixamos de fazer em algumas temporadas e precisamos descobrir: o que estamos errando?”, indagou Allison.

Bottas, por exemplo, conseguiu um desempenho bem melhor que o de Hamilton e se classificou no grid em terceiro, embora sem ter a mesma performance das Ferrari de Charles Leclerc e Carlos Sainz ou mesmo da Red Bull de Max Verstappen. O finlandês despontava com chances de buscar um lugar no pódio, mas perdeu a chance de faturar um troféu em razão do infortúnio na parada para troca de pneus.

Mas o que explica Bottas ter um desempenho tão melhor que Hamilton no Principado? “Valtteri conseguiu deixar os pneus dianteiros em melhor estado no começo da volta. Depois, no restante, ele teve mais confiança para se dar bem e levar o carro perto dos guard-rails, que é o que você precisa fazer para conseguir uma boa volta de classificação”, contou.

“Objetivamente, houve somente uma pequena diferença entre os pneus dianteiros dos dois carros. Mas os dois sofreram com os pneus dianteiros, que entraram [na temperatura certa] mais tarde que os traseiros na janela de funcionamento”, concluiu Allison.

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