Mercedes liga lentidão a arrasto e descarta “grande diferença” entre motores da F1

Com motor Mercedes recebendo críticas após rendimento ruim no Bahrein, Toto Wolff disse não ver problemas na unidade de potência e citou alto nível de arrasto como preponderante para falta de velocidade

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A Mercedes saiu do Bahrein com um bom resultado na bagagem — ao menos, acima das expectativas da equipe. Com Lewis Hamilton largando em quinto e George Russell em sexto, em nenhum momento da corrida pareceu que os britânicos iriam conseguir escalar o pelotão. Já no final da disputa, o abandono das duas Red Bull beneficiou as flechas de prata, que subiram duas posições e tiveram o heptacampeão no pódio. Toto Wolff, chefe do time alemão, reconheceu que a escuderia em nenhum momento ofereceu competição aos rivais que andavam à frente.

“Nós aprendemos muito nesta semana”, disse Wolff. “A velocidade de reta deles [Ferrari], assim como as da Red Bull, foi muito grande. E o desempenho nas curvas também é um pouco diferente do nosso”, admitiu o austríaco.

Apesar do rendimento esperado da Mercedes, que andou por praticamente toda a corrida nas mesmas posições que largou, as equipes clientes — que compram a unidade de potência alemã — ficaram com a pulga atrás da orelha: os seis carros de Williams, McLaren e Aston Martin foram justamente os seis últimos, o que levantou debates sobre a força do motor Mercedes.

Hamilton conseguiu subir ao pódio e comemorou bastante o resultado (Foto: Mercedes)

No entanto, o chefe da equipe acredita que a dificuldade de se obter uma velocidade de reta aceitável para o carro alemão se dá muito mais pela configuração do W13, que ainda sofre bastante com os quiques nas retas — principalmente as mais longas. Assim, a equipe precisou comprometer alguns aspectos do carro na hora de evitar um galope mais forte.

“Precisamos analisar os níveis de arrasto primeiro, antes de fazermos um julgamento sobre estarmos ou não estarmos devendo potência”, pediu. “Acho que não existe uma grande diferença entre as unidades de potência”, opinou.

“Mas claramente a Ferrari deu um grande passo à frente, porque no ano passado eles não eram competitivos”, ressaltou. “E se você olhar novamente para os acontecimentos do Bahrein, é como se eles superassem todo o resto [do grid]”, afirmou.

George Russell ficou em quarto no Bahrein, logo atrás do companheiro Hamilton (Foto: Mercedes)

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Se a longa reta principal do Bahrein já trouxe dificuldades para a Mercedes, a próxima etapa do campeonato pode se provar um verdadeiro desafio. No próximo final de semana, a Fórmula 1 parte para Jedá, com a segunda corrida da temporada programada para a Arábia Saudita — um circuito extremamente rápido, com retas longas e justamente o local em que a Mercedes levou vantagem em 2021 com seu ‘motor apimentado’.

“É fácil tirar o arrasto do carro, porque você pode simplesmente pegar uma serra elétrica e cortar a asa traseira em pedaços”, brincou. “Então acho que é isso que vamos fazer em Jedá”, encerrou Wolff.

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