F1

Nem atualizações ou motor novo: Mercedes se apresenta ainda mais forte em Barcelona e neutraliza Ferrari

Nada parece ser o bastante para deter a Mercedes. Mesmo com um pacote mais tímido de atualizações, a equipe alemã não permitiu uma aproximação da rival Ferrari. Pelo contrário. A esquadra parece ainda mais forte e anula a força dos italianos, que chegaram à Catalunha munidos de um conjunto robusto de novidades

GRANDE PRÊMIO, de Barcelona / EVELYN GUIMARÃES, de Curitiba
Se a Ferrari encara Barcelona como ponto estratégico para uma virada no campeonato, agora terá de pensar um pouco mais sobre isso. Depois de amargar quatro derrotas seguidas para a Mercedes na primeira fase da temporada 2019, a equipe italiana tem na etapa espanhola a esperança de tentar resgatar a performance tão bem exibida durante a pré-temporada e que chegou a preocupar os prateados. Para isso, trouxe um pacotão de atualizações, que incluiu novas peças aerodinâmicas, além do segundo motor a combustão interna. Só que a sexta-feira (10) de treinos livres acabou por jogar uma balde de água fria nos vermelhos. O motivo: a velocidade e desempenho de Valtteri Bottas e Lewis Hamilton.
 
Ainda que as primeiras análises sejam positivas com relação à eficiência dos novos elementos, a Ferrari tem mais a fazer até a classificação, mas, principalmente, muito trabalho no que diz respeito à corrida. A definição das posições de largada deve obedecer ao que se tem visto nas últimas etapas. Ou seja, uma Mercedes que usa muitíssimo bem sua maior arma: o ‘modo festa’ do motor. Assim, a chance ferrarista, ainda que tenha uma unidade atualizada, será difícil. Neste momento, o problema principal continua sendo a performance em curva. Na Espanha, especialmente, o traiçoeiro terceiro setor tem sido um pesadelo para os italianos e é onde Sebastian Vettel e Charles Leclerc vêm perdendo demais para os carros de cor prata. Ou seja, apesar da fenomenal velocidade de reta, os carros vermelhos ainda não foram capazes de ter uma performance mais equilibrada em curva. O que, obviamente, compromete demais o tempo final de volta.
Charles Leclerc foi o melhor entre os pilotos da Ferrari (Foto: AFP)
Na tabela de tempos, em ritmo de classificação na segunda sessão do dia, Leclerc ficou à frente de Vettel. A diferença entre eles foi de apenas 0s088, mas para Bottas, o líder do dia, a distância ficou acima dos 0s3. Só que ainda se tem a corrida, e é onde parece estar a força da Mercedes, que foi muito melhor no ensaio com o carro mais pesado. Ou seja, os prateados não estão só dominantes em um único giro, mas também em prova. 
 
A simulação da parte final do TL2 mostrou que Bottas e Hamilton têm o mesmo ritmo em cima dos compostos macios, os vermelhos C3, na casa de 1min22s5, 1min22s6, enquanto Vettel e Leclerc andam entre 0s4 e 0s6 além desse desempenho. O finlandês ainda tem a melhor performance com os médios (C2/amarelos), guiando 0s7 mais rápido que os ferraristas, que só levam ligeira vantagem com os compostos duros (C1/brancos).
 


Portanto, parece que o fim de semana espanhol começa com uma Mercedes bem à frente, mas a dupla também pensando na disputa interna. Bottas ficou à frente de Hamilton por apenas 0s049. Enquanto o nórdico exaltou as atualizações do W10 e como a equipe conseguiu melhorar o carro desde a pré-temporada, o pentacampeão se queixa e acha que ainda falta aderência para tira o melhor do carro. Cenário nada ideal para os rivais.
 
Com Mercedes e Ferrari em liga própria, especialmente a primeira, a Red Bull ficou mais próxima do pelotão intermediário. Max Verstappen sofreu um vazamento de óleo na primeira sessão do dia e perdeu muito tempo. Na segunda, se posicionou em seu lugar de direito: o quinto posto, mas ficou somente poucos centésimos à frente de Romain Grosjean, o melhor do resto. A equipe austríaca, como as adversárias, também veio com um novo pacote, que prioriza o motor, mas também os elementos aerodinâmicos com foco em dar mais downforce ao carro. Desta vez, só um vacilo das primeiras para Verstappen entrar na briga.
Romain Grosjean liderou a F1 B (Foto: Haas)
Pelos lados da Haas, a equipe trouxe novas peças e tem como prioridade fazer os pneus gerarem temperatura, o que parece ter realmente conseguido, ao menos com o francês, eleito para provar os novos elementos do carro. O time norte-americano se colocou muito bem na sexta e na oitava colocações, com Grosjean melhor que Kevin Magnussen. Entre eles, Pierre Gasly. O top-10 fechou com Carlos Sainz e essa McLaren que agora passa para o comando de Andreas Seidl finalmente. E Daniil Kvyat, comprovando a melhora da Honda.

A F1 retorna à pista em Barcelona na manhã deste sábado, com o terceiro treino livre previsto para 7h (horário de Brasília), enquanto a sessão classificatória está marcada para 10h. O GRANDE PRÊMIO cobre AO VIVO, em TEMPO REAL e 'in loco' o fim de semana do GP da Espanha com o repórter Eric Calduch. Siga tudo aqui.

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