Ocon justifica acidentes em Baku como resultado de “frenagem tardia” dos pilotos

Esteban Ocon acredita que o alto número de acidentes durante o fim de semana do GP do Azerbaijão pode ser atribuído às estratégias de 'frenagem tardia' adotada pelos pilotos

Acidente do líder, erro do campeão e vitória de Pérez: os melhores momentos do GP do Azerbaijão (GRANDE PRÊMIO com Reuters)

Não é nada raro ver carros nas paredes do circuito da cidade de Baku, uma pista de alta velocidade onde há pouca margem de erro. Em 2021, porém, os acidentes ocorreram ao longo de todo o fim de semana da F1, desde os treinos até a corrida. Entre os mais notáveis​, foram os de Daniel Ricciardo, na curva 3, que encerrou a sessão do Q2, enquanto Charles Leclerc foi confirmado como pole-position após Yuki Tsunoda, que também bateu e antecipou o fim do Q3. Além disso, a participação de Lance Stroll e de Antonio Giovinazzi na sessão de classificação também foram rápidas graças aos erros e encontros com o muro.

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Como uma solução para tantos problemas, Esteban Ocon alegou que os pilotos demoram para frear na pista e, por isso, os acidentes acontecem quando correm no limite. “Os carros evoluíram enormemente, toda a economia de tempo que você pode fazer é resultado de uma frenagem tardia”, disse ele.

“Todo mundo busca os limites para acionar os freios, mas também houve um pouco mais de vento na classificação. Muitos pilotos ultrapassaram esses limites e não vimos isso com frequência na classificação. Foi muito surpreendente que tantas coisas tenham acontecido”, acrescentou.

Esteban Ocon nos boxes em Baku (Foto: Alpine)

“É apenas uma característica de como os carros são. Eu não pilotei em Baku em 2019, mas, sim, em 2018 e meu pensamento vem daí. Quer dizer, a maneira mais rápida é guiar no limite dos freios e apenas fazer a curva”, finalizou.

Já o ex-piloto de Fórmula 1, Martin Brundle, sugeriu que a complexidade dos sistemas de freio, ao invés das ações dos pilotos, foi mais responsável pelos incidentes.

“Parece-me que existem muitas configurações e algoritmos inteligentes dentro dos sistemas de frenagem da F1 que não estão sob o controle direto dos pilotos”, afirmou o inglês, em uma postagem nas redes sociais.

“Tantos pilotos tendo acidentes ‘amadores’ em Baku, alguns dos quais pareciam não saber que estavam prestes a bater, inclusive”, concluiu.

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