Patrocinadores pressionam Haas a quebrar acordo com Mazepin após vídeo de abuso

Os apoiadores da equipe americana informaram Gene Haas e Guenther Steiner que analisam não mais investir na equipe se mantiverem o russo que abusou uma mulher. Pietro Fittipaldi, no entanto, não seria o beneficiado evidente

O caso de abuso sexual de Nikita Mazepin faz com que patrocinadores pressionem a Haas pela ruptura do contrato, apurou o GRANDE PRÊMIO. O piloto russo é esperado para ser um dos titulares do time americano no grid da Fórmula 1 em 2021.

Mazepin é alvo de debate desde o último dia 8, quando publicou um vídeo nos stories do Instagram abusando de uma modelo. Na publicação, o piloto apalpa o seio da mulher que ficou exposto após a alça do vestido escorregar. Ela respondeu tentando afastar a mão do piloto e mostrando o dedo médio. Após a repercussão negativa do caso, a equipe americana classificou o episódio como abominável e garantiu que iria resolver internamente.

Os patrocinadores da Haas já se manifestaram contra Nikita. Se o mantiverem lá, não pagam. Pietro Fittipaldi, reserva do time e substituto do lesionado Romain Grosjean nas corridas finais de 2020, seria uma das opções por trabalhar na equipe, mas a saída de Mazepin levaria a Haas de volta ao mercado, ou seja, buscar um piloto que pudesse levar um polpudo patrocínio. Estima-se que Mazepin tenha levado – ou levou, dependendo da decisão da cúpula – algo cerca de US$ 40 milhões.

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Mazepin se desculpou publicamente, mas a pressão dos patrocinadores segue (Foto: Divulgação)

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Na temporada 2020, a Haas estampou nos carros as seguintes marcas: BlueDef, Jack&Jones, Mindmaze, Peak, Richard Mille, Pirelli, Stichd e Alpinestar.

Tempo atrás, o chefe de equipe Guenther Steiner chegou a mencionar 10 possíveis candidatos para as vagas da Haas em 2021, após confirmar as saídas de Romain Grosjean e Kevin Magnussen, que formavam a dupla do time desde 2017.

Ainda, a Haas, aos poucos, está se tornando uma equipe B da Ferrari. Nesta terça-feira (22) mesmo, a equipe italiana revelou que haverá uma base da equipe americana em Maranello, dentro das limitações impostas pela Fórmula 1 para o funcionamento de equipes que queiram cooperar entre si.

O ‘puxadinho’ vai operar com funcionários da Ferrari, mas independente da operação da Scuderia. Pois a Ferrari foi quem colocou Mick Schumacher ali na Haas, dando indícios de como seria esta aliança. E, certamente, não vê com bons olhos ter como afiliado, ainda que distante, este Mazepin que aplaude aniversário de Covid-19 e assedia mulheres.

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