Por custo alto e sustentabilidade, F1 estuda banir uso do túnel de vento em até 10 anos

De acordo com o site F1 Insider, oito das dez equipes do grid da Fórmula 1 são favoráveis à proibição do uso do túnel de vento até 2030

Acidente do líder, erro do campeão e vitória de Pérez: os melhores momentos do GP do Azerbaijão (GRANDE PRÊMIO com Reuters)

Desde a década de 1980, as equipes da Fórmula 1 passam horas nos túneis de vento – locais em que se pode testar peças aerodinâmicas e entender como funcionam antes de serem integradas realmente aos carros. Mas, nos últimos tempos, fala-se muito sobre uma mudança. De acordo com o site F1 Insider, o diretor-técnico da categoria, Pat Symonds, revelou que oito das dez equipes da F1 são a favor da proibição do uso desse recurso nos próximos dez anos.

Segundo fontes do site, uma alteração, além de se relacionarem com um custo muito alto, ajudaria também em questões sustentáveis – afinal, com toda a eletricidade que usam, eles não se encaixam exatamente na visão do esporte de se tornarem o mais ecologicamente corretos possível.

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Exemplo de um túnel de vento, recurso usado desde a década de 1980 na Fórmula 1 (Foto: Reprodução)

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Segundo de acordo com a publicação, as oito equipes que se manifestaram contra a utilização desse recurso desejam uma proibição total dos túneis de vento em 2030, mas querem reduzir significativamente o uso deles quatro anos antes disso, já em 2026.

“Oito das dez equipes estão abertas à ideia de reduzir significativamente o uso de túneis de vento a partir de 2026 e bani-los completamente a partir de 2030”, afirma o relatório.

“Porque não é só o custo da eletricidade ser alto. As equipes também têm de construir modelos adicionais que custam cerca de € 600 mil euros”, finalizou.

Fórmula 1 volta em dois fins de semana, nos dias 18-20 de junho, com o GP da França.

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