Portugal avança e abre chance até de receber rodada dupla em Portimão

Segundo o jornal lusitano A Bola, a Fórmula 1 está muito perto de voltar ao país. E com direito a duas corridas no Autódromo Internacional do Algarve. A expectativa é que o GP de Portugal aconteça em 27 de setembro — data originalmente prevista para o GP da Rússia —, com o GP do Algarve em 4 de outubro

A Fórmula 1 está cada vez mais perto de regressar a Portugal. O país ibérico, que não recebe a categoria desde 1996, quando a prova ainda era realizada no Estoril, foi citado na última quinta-feira (11) por Ross Brawn, diretor-esportivo da categoria, como um provável destino para a segunda parte do calendário, completamente modificado em razão dos ajustes na esteira da pandemia do novo coronavírus. De acordo com o jornal lusitano A Bola, o Autódromo Internacional do Algarve, localizado em região litorânea no sul do país, já se prepara para receber ao menos uma corrida, em 27 de setembro — data originalmente agendada para o GP da Rússia. Há a possibilidade também de uma segunda corrida em Portimão, o GP do Algarve, que seria realizado uma semana depois, em 4 de outubro.

Desde que a Fórmula 1 passou a cogitar um maior número de corridas na Europa, Portimão despontou como um dos circuitos com condições de receber a categoria. Primeiro, em razão do Grau 1, a homologação máxima concedida pela FIA para sediar uma etapa do Mundial, chancela obtida em abril. Outro aspecto favorável a Portugal é que o país foi um dos menos afetados pela pandemia do novo coronavírus e já não está mais em estado de emergência.

O cancelamento dos GPs do Azerbaijão, Singapura e Japão, oficializado na última sexta-feira pela F1, traz a perspectiva de mais corridas no Velho Mundo. Segundo a categoria, a previsão é que a temporada 2020 tenha de 15 a 18 corridas.

Palco tradicional de corridas de endurance, o Autódromo Internacional do Algarve está perto de receber a F1 pela primeira vez (Foto: Divulgação)

Entre os destinos mencionados por Ross Brawn estão, além de Portimão, Hockenheim, Mugello e Ímola. Também na sexta-feira, a administração do circuito que foi palco do GP de San Marino entre 1981 e 2006 confirmou que também teve o Grau 1 renovado pela FIA e, portanto, está pronta para receber novamente uma etapa do Mundial.

Em contrapartida, os GPs da China, Vietnã, Canadá, Rússia, Estados Unidos, México e Brasil não estão garantidos, por diversos motivos. No caso das etapas asiáticas, há questões relacionadas à logística. Montreal estuda ainda realizar a prova até meados de outubro —, mas Estados Unidos, México e Brasil, países severamente afetados pela pandemia, tem maiores chances de serem riscados do calendário revisado completo que a F1 pretende revelar pouco antes do início da temporada, marcado para 5 de julho com o GP da Áustria.

Além das etapas na Europa, é certo que a categoria vai viajar para o Oriente Médio para provavelmente duas corridas no Bahrein — sendo uma no anel externo do circuito de Sakhir — e o desfecho da temporada em Abu Dhabi, em dezembro.

Ainda de acordo com o jornal A Bola, Portugal receberia as etapas 10 e 11 da temporada, ficando a nona reservada para o autódromo de Mugello, na Itália, que faria assim sua estreia no Mundial. O circuito localizado na Toscana, caso seja confirmado para acontecer após o GP da Itália — marcado para 6 de setembro em Monza —, vai ser o palco do 1000º GP da história da Ferrari na F1.

O chamado AIA vai receber, neste fim de semana, uma das primeiras corridas de endurance depois da paralisação do automobilismo por conta da pandemia. As 24 Horas de Portimão têm largada neste sábado e vão contar com 15 carros inscritos. A prova vai ser realizada com portões fechados.

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