Presidente da FIA revela que poder de veto da Ferrari vai ser repensado e rebate ameaça: “Também vai sofrer se deixar F1”

Jean Todt, presidente da FIA, reconheceu que a F1 deve começar a repensar o poder de veto que a Ferrari possui no que diz respeito às regras. O dirigente francês revelou que a condição especial da marca italiana no Mundial será discutida no futuro

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “5708856992”;
google_ad_width = 336;
google_ad_height = 280;

Presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), Jean Todt admitiu que há uma possibilidade de rever a condição única da Ferrari, com relação ao direito de veto do que o time possui no que diz respeito aos regulamentos da F1. Como equipe mais antiga do grid e mais bem-sucedida, a escuderia vive em um status privilegiado e tem um grande poder nas mãos.

 
Além das vantagens e das recompensações financeiras, a icônica esquadra vermelha também pode vetar regras em certas condições. Agora, especialmente diante da ação dos novos proprietários da F1, há uma pressão para uma revisão dos benefícios dados à equipe.
 
"Há décadas que a Ferrari tem o que se chama de direito de veto", afirmou Todt aos jornalistas em um evento em Abu Dhabi. "Porém, quando começarmos a conversar sobre os novos acordos [entre as equipes e os detentores dos direitos comerciais] isso será algo que será colocado sobre a mesa", completou.
Jean Todt admitiu que há um desejo de rever os privilégios dados a Ferrari na F1 (Foto: Jean Todt/Twitter)

google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “5708856992”;
google_ad_width = 336;
google_ad_height = 280;

A última vez em que a equipe italiana lançou mão do direito foi em 2015, quando bloqueou um plano para limitar os valores dos motores para os times clientes. Recentemente, o presidente da marca, Sergio Marchionne, ameaçou abandonar a F1 se o regulamento de motores, que deve entrar em vigor em 2021, não atender às exigências da fábrica. Mas Todt insistiu que não deseja ver a equipe fora do campeonato.

 
"Se eu tenho medo de ver a Ferrari ou a Mercedes deixar a F1? Olha, essa é uma escolha deles", falou o francês. "O que é certo é que não quero que ninguém deixe o campeonato. Mas, claro, a Ferrari é uma marca icônica. É uma empresa, uma equipe, que está no campeonato desde de sempre, desde o primeiro campeonato, desde a criação da F1."
 
"Então, não quero ver a Ferrari ir embora. E não tenho certeza se isso será algo bom para a Ferrari [deixar a F1], porque é por isso que é uma marca única, ela combina a competição com os carros de rua. Acho que seria algo doloroso para a Ferrari sair da F1, mas essa não é uma responsabilidade minha mais", concluiu Jean, que foi chefe de equipe da montadora italiana na F1 durante os anos mais vitoriosos da fábrica criada por Enzo Ferrari.
 

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube