F1

Red Bull alerta para rumos da F1 após 2020 e vê até chance de Mercedes e Ferrari deixarem grid

Christian Horner comentou e defendeu a possível saída da Red Bull do grid da F1 em 2021 e confia que Ferrari e Mercedes podem transferir o foco para outras categorias.
Grande Prêmio / Redação GP, de Campinas


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Com a indefinição da assinatura do Pacto da Concórdia, que pode mudar drasticamente os rumos da Fórmula 1 a partir de 2021, também segue a incerteza sobre o futuro de algumas equipes, e uma delas é a Red Bull, que não confirma a permanência no grid no futuro.

Em entrevista ao site 'Motorsport.com', o chefe de equipe Christian Horner comentou sobre a possibilidade de o empresário Dietrich Mateschitz, dono da fabricante de energéticos, abandonar o projeto da escuderia, existente desde a compra da antiga Jaguar, em 2005. Christian disse que entenderia a decisão do chefe e acredita que a F1 precisa 'entregar algo de volta' para a Red Bull.

"Absolutamente [sobre a chance Mateschitz tirar a RBR do grid], e é um direito dele. Ele é apaixonado por esporte a motor, apaixonado por F1, está animado com a parceira dos motores da Honda e o potencial disso, mas é claro que a Fórmula 1 precisa entregar algo de volta pra marca Red Bull", disse Horner. "Precisa ter um custo efetivo. As corridas precisam ser boas e precisamos estar abertos pra competir em um nível igual ao das equipes fabricantes. Acho que assim como todos nós, ele está esperando pra ver o que será a Fórmula 1 depois de 2020", completou.
Christian Horner alertou para os rumos da F1 em 2021 (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
Apesar da chance de extinção do time austríaco, o chefe de equipe britânico afirmou que o problema do empresário com a F1 nunca foi falta de motivação, e exemplificou com os investimentos de Mateschitz para a categoria, como a manutenção das escuderias Red Bull e Toro Rosso, o retorno do GP da Áustria e demonstrações de carros ao redor do mundo.
 
"Nunca faltou motivação. Nos dias bons e ruins, ele sempre apoiou muito, e investiu mais na F1 do que qualquer outra entidade. Duas equipes, um GP, mais toda a promoção que a Red Bull faz no mundo inteiro pra apoiar a F1. É enorme. Ele não faria isso se não acreditasse no esporte", pontuou.
 
O dirigente também abordou possíveis saídas de outras equipes. Segundo o inglês, a Mercedes pode dar total atenção ao seu projeto na Fórmula E, enquanto a Ferrari não teria sua marca prejudicada caso optasse por deixar a F1.
 
"Quanto mais deixarem, mais a chance de times saírem. A Mercedes pode focar na Fórmula E, porque acreditam que lá é mais em linha com o tipo de carro que vão fabricar. A Red Bull não precisa estar aqui, eles têm tanta publicidade das outras coisas que fazem. Não faria estragos. As pessoas acreditam que a Ferrari nunca pararia, mas a marca deles é tão grande que é difícil de diminuir. Eles poderiam tranquilamente fazer outra coisa no esporte a motor", finalizou.