F1

GUIA 2019: F1 abre ano com expectativa de nova briga de gigantes, coadjuvantes de luxo e grid mais jovem

Enfim, a F1 está de volta. Neste fim de semana, a maior das categorias dá início ao campeonato de número 70 de sua história e vem embalada novamente pela expectativa de disputa entre os dois principais pilotos da década, além de jovens talentosos e retornos inesperados. 2019 começa com esperança de uma briga equilibrada e de muita ação em pista
Grande Prêmio / EVELYN GUIMARÃES, de Curitiba

GUIA 2019
🏁 F1 reformula regras para resolver velho dilema da falta de ultrapassagens
🏁 Hamilton busca perfeição em 'temporada mais difícil' para colar em Schumacher
🏁 Atrás de tirar Ferrari da fila, Vettel tenta se livrar do peso dos erros em ano decisivo
🏁 Mudanças, revanche e carros diferentes: como Mercedes e Ferrari retomam duelo
🏁 
Red Bull busca renascimento com aposta na Honda e na liderança de Verstappen
 
A 70ª TEMPORADA da história da F1 começa com a promessa de um campeonato mais equilibrado e tendo ainda como personagens principais os dois nomes mais vitoriosos da década. Dois multicampeões, de personalidades e estilos de vida bem distintos, mas de enorme talento e velocidade. Poucas vezes a maior das categorias viu um duelo de tão alto nível. Aos 34 anos, Lewis Hamilton, dono de cinco títulos mundiais, novamente tem em Sebastian Vettel, tetracampeão, um rival não só forte, mas que tem por trás de si a equipe mais tradicional e famosa do grid. E isso por si só já torna 2019 mais um ano para se acompanhar de perto a disputa entre esses dois.
 
Enquanto Hamilton vem de um 2018 quase perfeito, com novos recordes e números cada vez mais próximos do maior de todos, Michael Schumacher, Vettel é um homem em uma missão. É bem verdade que o alemão de 31 anos inicia a temporada sob mais pressão, trazendo na bagagem o peso dos erros do ano passado. Mas a Ferrari se reestruturou e criou um carro mais consistente para dar a Seb a chance de cumprir a difícil tarefa de tirar Maranello de um jejum incômodo de títulos e também de se redimir. Lewis, em contrapartida, entra o ano buscando a perfeição. A Mercedes ainda tenta entender a revolução de seu novo carro, porém é um time para um homem só. E de eficiência ímpar na F1.

Trata-se, portanto, de uma briga de gigantes. 
Lewis Hamilton entra em 2019 como favorito (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
Só que todo bom roteiro também precisa de coadjuvantes fortes. E isso também não falta a essa F1 2019. Max Verstappen é quem assume o papel. Maduro, porém ainda agressivo e com fome de vitórias, o insolente holandês lidera a parceria Red Bull-Honda, com o objetivo de não só manter a equipe austríaca como a terceira força do campeonato, mas também encontrar uma forma de se juntar a Hamilton e Vettel na briga pela taça do mundo. Não se engane, o conjunto Verstappen/Red Bull/Honda vem mais forte do que fez parecer na interessante pré-temporada vivida pela F1 em Barcelona.
 
Entre os personagens ‘secundários’ desta história ainda há dois nomes importantes e que devem fazer a ‘F1 B’ se aproximar do top-3: Daniel Ricciardo, agora estrela da Renault, e Kimi Räikkönen, que leva sua experiência e título mundial para as garagens desta bem estruturada Alfa Romeo. Aliás, o pelotão intermediário como um todo vem mais compacto e equilibrado: Toro Rosso e McLaren comandam neste ponto. Haas e Racing Point ainda têm muito o que dizer e a Williams... A equipe inglesa, outrora grande e vencedora, fecha o grid, em um início melancólico de ano, marcado por atrasos e crise de sua cúpula. 
Sebastian Vettel (Foto: Ferrari)
A F1 também surge em 2019 rejuvenescida. George Russell, Lando Norris e Alex Albon trazem frescor ao grid, que tem ainda outros jovens para se ficar de olho, como Charles Leclerc e sua meteórica carreira que agora o faz sentar no cockpit da Ferrari. Ou Pierre Gasly, que tem a chance na Red Bull, mas tem um igualmente imberbe Max Verstappen ao lado. Até Lance Stroll tem seu lugar. 
 
O ano começa envolto de drama, portanto. Que também é sempre necessário nos grandes roteiros.