Red Bull diz que “estilo agressivo” de Verstappen “não combina com novos carros”

Helmut Marko, consultor da Red Bull, explicou que alguns pilotos estão tendo mais facilidade em guiar os carros sob o regulamento de 2022, o que não parece ser o caso de Max Verstappen por conta da sua agressividade ao volante

Além de ter de resolver os problemas de confiabilidade que surgiram no início da temporada 2022 da Fórmula 1, a Red Bull ainda precisa lidar com o temperamento de Max Verstappen, que não está nada satisfeito depois de abandonar em duas das três corridas disputadas. Porém, Hemult Marko, dividiu um pouco a conta, afirmando que estilo agressivo de pilotagem do holandês também tem sido uma espécie de agravante após as mudanças no regulamento.

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Na visão do consultor da equipe austríaca, Verstappen está tendo muito mais dificuldades para guiar os carros novos do que esperado, ao contrário, por exemplo, de Sergio Pérez. “A explicação mais simples para isso é que os carros novos, com menos downforce, se adaptam melhor a alguns pilotos do que a outros. Pérez está muito feliz com o acerto do carro”, disse Marko ao site alemão F1-Insider.

“Max acha mais difícil. Ele ainda não encontrou o equilíbrio certo e, portanto, não tem a maior confiança no carro. Seu estilo de pilotagem agressiva não combina muito com os carros novos”, avaliou o consultor.

Verstappen ainda não encontrou acerto ideal sob novo regulamento, segundo Helmut Marko (Foto: Red Bull Content Pool)

Nas duas vezes em que abandonou, Verstappen ocupava a segunda colocação na corrida, atrás de Charles Leclerc. Foram, ao todo, 36 pontos perdidos que o colocariam na vice-liderança do Mundial, a apenas dez do piloto da Ferrari. Contudo, o campeão de 2021 está apenas sexto, com os 25 pontos da vitória conquistada no GP da Arábia Saudita — 46 atrás de Leclerc.

Apesar do cenário aparentemente preocupante, Marko declarou que a Red Bull tem mostrado a Verstappen que nada está perdido, uma vez que há mais de 500 pontos ainda em disputa. Mas reconheceu que, no caso do holandês, “sua idade juvenil está predestinada à impaciência”.

“Nada está perdido”, garantiu, admitindo, contudo, que a Ferrari tem muita vantagem no que diz respeito à confiabilidade e ao cuidado com os pneus.

“A Ferrari é um carro muito confiável e rápido em todas as condições, e parece sempre andar com o stint certo de pneus desde o início. Isso é mais difícil com o nosso carro. Precisamos de muito mais tempo para fazer isso. Temos de trabalhar nesse ponto”, concluiu.

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