Red Bull quer respostas sobre velocidade da Mercedes no Brasil: “Quase 30 km/h a mais”

Max Verstappen tomou a liderança de Bottas na largada, mas não foi páreo para a velocidade da Mercedes #44 de Lewis Hamilton. Red Bull busca saber como carro alemão ficou tão rápido

VERSTAPPEN JOGOU CARRO SOBRE HAMILTON EM SP E MERECE PUNIÇÃO?

Lewis Hamilton saiu da décima posição no GP de São Paulo do último domingo (14) para vencer a disputa, cruzando a linha de chegada mais de 10s à frente de Max Verstappen, segundo colocado. E a velocidade de reta da Mercedes, comentada durante todo o final de semana, foi um fator preponderante para que a escuderia alemã conseguisse deixar Interlagos com o triunfo na bagagem. Após a disputa, Christian Horner — chefe de equipe da Red Bull — comentou sobre a diferença de desempenho entre os carros, que na corrida anterior, na Cidade do México, havia pendido para os taurinos.

Segundo Horner, mesmo após sugerir que havia algo errado com a rival após a desclassificação de Hamilton pela primeira colocação na classificação da sexta-feira, deu uma pisada para trás e evitou renovar a briga, ao menos por enquanto.

“Não vamos protestar após essa corrida”, explicou. “É importante entender de onde a velocidade veio. É óbvio, eles têm um noto motor aqui [no Brasil]. Eles estão rodando a configuração de downforce de Mônaco, e quando ele passou Max, estava com quase 30 km/h a mais de velocidade naquela volta”, lamentou Horner.

O dirigente disse confiar na Federação Internacional de Automobilismo (FIA), órgão responsável pelo regimento do esporte, mas ressaltou que a Red Bull precisa analisar os motivos que levaram a Mercedes a alcançar uma velocidade de reta tão impressionante, a ponto de não permitir que Verstappen competisse com Hamilton.

“Então é simplesmente algo que precisamos entender”, disse. “É responsabilidade da FIA policiar o esporte e organizá-lo, então nós confiamos neles, em seus testes e suas investigações”, encerrou o britânico.

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MAX VERSTAPPEN; LEWIS HAMILTON; GP DE SÃO PAULO; INTERLAGOS;
Lewis Hamilton e Max Verstappen disputaram palmo a palmo a liderança em Interlagos (Foto: Lars Baron/Getty Images/Red Bull Content Pool)

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Chefe da Mercedes, Toto Wolff preferiu não rebater as palavras de Horner. O austríaco destacou que a Red Bull tem a opção de investigar o assunto e denunciar se achar necessário. O dirigente ainda aproveitou para comemorar a vitória mais uma vez, em um final de semana que parecia complicado para a escuderia alemã.

Primeiro, o time decidiu trocar o motor de combustão interna de Hamilton, o que causou uma punição de cinco posições no grid de largada para o inglês. No entanto, a Mercedes foi punida por desrespeitar o regulamento na asa traseira do carro #44 — com uma abertura maior do que o permitido — e o britânico foi desclassificado da sessão de sexta, precisando largar em último na corrida sprint. Em 24 voltas, o heptacampeão conseguiu sair de 20º para quinto, o que o fez largar em décimo no domingo. Foi o bastante para sair com a vitória.

“Esse esporte também é sobre não deixar ninguém levar vantagem”, afirmou. “Se eles querem protestar, podem. E estar cético sobre o desempenho de seu competido também é normal. Não tenho emoções, positivas ou negativas, sobre isso. Mas o final de semana foi uma montanha-russa para nós, e é por isso que parece ainda melhor vencer”, finalizou.

A Fórmula 1 retorna já no próximo final de semana, entre os dias 19 e 21 de novembro, com a estreia do GP do Catar no calendário da categoria. Restam apenas três etapas para o encerramento da temporada 2021: além da pista de Losail, a F1 passará ainda por Arábia Saudita e Abu Dhabi.

Todos os ângulos da polêmica disputa entre Max Verstappen e Lewis Hamilton no Brasil (Vídeo: Fórmula 1)
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