Red Bull vê calendário da F1 “no limite” e diz que “dinheiro não pode custar bem-estar”

Christian Horner, chefe da Red Bull, reconhece a relevância do dinheiro para a manutenção do esporte, mas reforçou que ele não pode ser mais importante que a saúde humana

Christian Horner, chefe da Red Bull, foi mais uma das personalidades do grid que se colocou contra a expansão exagerada do calendário da Fórmula 1. O mandatário sabe que o dinheiro é o responsável por fazer as coisas acontecerem no esporte, mas entende que o número de corridas ao longo de um ano já está “no limite”, e aumentar a quantidade de provas pode custar o bem-estar de todos que fazem o espetáculo acontecer.

A Fórmula 1 confirmou que em 2024 terá um calendário com 24 corridas, o maior número já visto na história do esporte. No entanto, nomes como George Russell, Max Verstappen e Zak Brown, CEO da McLaren, se colocaram totalmente contra a adição de mais uma prova no futuro. Russell, inclusive, relatou ter enfrentado alguns problemas de saúde devido às inúmeras viagens realizadas em 2023.

Relacionadas


O chefe da Red Bull também compartilha da mesma opinião dos demais nomes do grid e se colocou contra um calendário que eventualmente conte com 25 corridas no futuro. Na visão de Horner, a busca pelo dinheiro não deve ser a prioridade, e a categoria deve voltar a atenção para o bem-estar humano.

“É um ano brutal e é algo que precisa estar na agenda da Fórmula 1 e da FIA para falar sobre como podemos tornar a vida mais suportável para todos os envolvidos. Porque é um circo itinerante, mas é um circo global e precisamos apenas ter certeza de que protegemos isso e as pessoas dentro dele”, contou Horner.

Max Verstappen também pe contra o crescimento do calendário da F1 (Foto: Red Bull Content Pool)

“O dinheiro é um grande motivador em qualquer esporte, mas isso não pode custar a saúde e o bem-estar humano. Acho que estamos no limite”, finalizou o chefe da Red Bull.

A Fórmula 1 tinha previsto para 24 corridas para 2023, mas o GP da China precisou ser cancelado por causa dos reflexos da Covid-19, e o GP da Emília-Romanha não aconteceu devido às fortes chuvas que atingiram o norte da Itália no mês de maio. Ainda assim, com ‘apenas’ 22 provas, Russell relatou alterações em sua frequência cardíaca por causa da série de viagens ao longo do ano.

Fórmula 1 volta às pistas de 21 a 23 de fevereiro, com os testes coletivos da pré-temporada, no circuito de Sakhir, no Bahrein.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2
▶️ Conheça o canal do GRANDE PRÊMIO na Twitch clicando aqui!

Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.