Renault pede à FIA retirada de protesto contra duto de freio do carro da Racing Point

Após uma série de protestos que seguiram a punição de 15 pontos e multa dada pela FIA a Racing Point, a pioneira das reclamações, a Renault, voltou atrás, falou em objetivos atingidos e destacou o momento da Fórmula 1

O GP da Bélgica de F1 deve ter uma novidade. Ao que tudo indica, chegou ao fim a novela da ‘Mercedes rosa’. Nesta terça-feira (25), a Renault anunciou que pediu à FIA a retirada dos protestos contra a Racing Point, algo que vinha acontecendo corrida após corrida na temporada 2020. Os franceses se queixavam dos dutos de freios do RP20, pela similaridade com os vistos na Mercedes em 2019.

A FIA aceitou as alegações da esquadra francesa sobre a legalidade dos dutos de freios do carro da Racing Point para 2020, apelidado de ‘Mercedes rosa’ por ser praticamente uma cópia da Mercedes W10, de 2019, e puniu o time de Lawrence Stroll com a perda de 15 pontos no Mundial de Construtores e uma multa de € 400 mil (cerca de R$ 2,5 milhões). No entanto, a decisão não agradara, num primeiro momento, acusadores ou acusados.

Renault x Racing Point, agora, deve ser apenas dentro das pistas (Foto: Racing Point)

Agora, porém, a Renault entende que os objetivos foram atingidos, destaca o momento de pós-assinatura do Pacto de Concórdia, firmado na semana passada, e pensa apenas na própria evolução.

“Além das decisões, os assuntos em questão eram vitais para a integridade da Fórmula 1 tanto durante a temporada atual quanto no futuro. Entretanto, um trabalho intenso e construtivo entre FIA, Renault e todos os acionistas da Fórmula 1 levaram a um progresso concreto para salvaguardar a originalidade do esporte com a ajuda das emendas feitas às Regras Esportivas e Técnicas planejadas para 2021, confirmando as exigências para se qualificar como Construtor”, disse a Renault em nota.

“Alcançar nosso objetivo estratégico no contexto do novo Pacto da Concórdia era nossa prioridade. A controvérsia do começo da temporada deve ser colocada no passado, e precisamos focar no restante de um campeonato intenso e único”, finalizou.

Ferrari, Renault, McLaren e Williams tinham manifestado a intenção para que a punição fosse revista e ampliada. Para isso, os times – e também a Racing Point – precisariam apresentar evidências para que o caso seja analisado na Corte de Apelações da FIA.

Ainda nesta terça-feira, o consultor da Red Bull, Helmut Marko, voltara a colocar lenha na fogueira do caso ao dizer que a Racing Point recebeu “dados e desenhos” da Mercedes.

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