Reunião entre chefes indica Fórmula 1 com 23 GPs em 2021. E sem plano contra Covid-19

De acordo com a revista alemã Auto Motor und Sport, os comandantes da Fórmula 1 se reuniram em Portimão, palco do GP de Portugal do último final de semana, e se acertaram por um calendário com 23 corridas no ano que vem

Em tempos de imprevisibilidade, nada é garantido, mas a Fórmula 1 vai tentando apostar no contrário para 2021. E, em reunião realizada na última segunda-feira (26) em Portimão, um dia após o GP de Portugal, os chefes da categoria decidiram querer 23 GPs no próximo ano – mesmo que o Covid-19 siga paralisando o mundo.

De acordo com a revista alemã Auto Motor und Sport, o encontro entre chefes de equipe, direção da F1 e Jean Todt, presidente da FIA, resultou em tal número de provas, com 19 palcos já definidos.

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O Bahrein voltaria ao começo do calendário da F1 em 2021 (Foto: Red Bull Content)

E, além disso, a ideia de que mesmo se o Covid-19 seguir sem vacina a temporada deve ser realizada no ritmo normal venceu a discussão. Tal organograma já pintava como o escolhido no começo do mês, quando Chase Carey, que comanda o Liberty Media até o final do ano, afirmou ao podcast ‘Beyond the Grid’, da F1, que deseja que a categoria volta a corre por quase todo o mundo – afinal, a África segue excluída.

No encontro de seis horas de duração, o dia 21 de março foi colocado como o de abertura da próxima temporada, com o retorno do GP da Austrália. Já na semana seguinte, a visita seria ao Bahrein, que retornaria ao começo do calendário, diferentemente de 2020, em que o país aparece com as etapas 15 e 16.

Depois, a China faria seu retorno no dia 11 de abril, seguido pela estreia do Vietnã, duas semanas depois. A partir daí, a viagem seria para a Europa: em 9 de maio, Barcelona seria o palco, com Mônaco e Baku na sequência, com duas semanas de intervalo para cada.

O GP de Mônaco deve voltar em 2021 (Foto: F1)

Em junho, a América do Norte voltaria a aparecer no circo com o GP do Canadá. Mas só: nem Estados Unidos, nem México, muito menos o Brasil aparecem entre as 19 provas listadas. Claro, se a ideia é ter 23, há espaço para ser ocupado, mas em um primeiro momento os países seguem ausentes.

É importante citar a indefinição não só contratual para o GP brasileiro, mas também de autódromo: nesta terça-feira, o Instituto Estadual do Ambiente (INEA) publicou parecer técnico em relação ao estudo de impacto ambiental (EIA) apresentado pela prefeitura do Rio de Janeiro sobre a construção do circuito em Deodoro em que aponta irregularidades, erros e omissões, e praticamente breca a licença ambiental.

França, Áustria, Inglaterra e Hungria receberiam as provas finais antes da pausa de verão, cujo fim traria duas sequências de três finais de semana seguidos com GPs: primeiro, com Itália (Monza), Holanda e Bélgica; depois, com Cingapura, Japão e Rússia. Abu Dhabi fecharia a temporada.

Outro país que não apareceu entre os 19 citados foi a Arábia Saudita, que planeja receber a F1 já em 2021 em circuito de rua, na cidade de Jeddah. O espaço após o segundo trio de provas citado, antes da ida aos Emirados Árabes Unidos, é apontado pelo site Autosport como o possível encaixe da corrida, porém. Também não houve inclusão de provas que serviram como complemento na atual temporada, como a própria Portimão, Turquia e Mugello.

Será que Portimão será excluída novamente? (Foto: Beto Issa)

Por fim, a justificativa para a realização de tantas provas mesmo em meio à pandemia, caso ela não seja resolvida até lá, é a de que as equipes “quebrariam”. Ou seja: os espectadores seriam permitidos em todos os GPs. Não há data marcada para a oficialização do calendário.

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