F1

"Sem razão para arriscar", Ferrari explica que cautela motivou ordem para Leclerc não atacar Vettel

O jogo de equipe da Ferrari foi imposto logo na primeira corrida da temporada 2019, com ordem para Charles Leclerc não atacar Sebastian Vettel por posição. Sem disputa, o alemão assegurou a quarta posição no Albert Park
Grande Prêmio / Redação GP, de Campinas
A Ferrari colocou o jogo de equipe em ação neste domingo (17) no GP da Austrália, primeira etapa da temporada 2019 da Fórmula 1. A equipe pediu para Charles Leclerc segurar a quinta colocação e não atacar o companheiro Sebastian Vettel, em ritmo pior na fase final da corrida. Mattia Binotto, em sua primeira corrida como chefe da escuderia, explicou que não queria correr riscos na reta final da corrida.

Segundo Binotto, Vettel teve dificuldades com os pneus médios, usados na segunda metade da prova. Após perder o terceiro posto para Max Verstappen, a recomendação foi de manter as posições dos dois pilotos.

"Quando o Seb [Vettel] parou e colocou os pneus médios, ele não teve a aderência que esperávamos, então foi atacado pelo Verstappen. Então, decidimos trazer o carro de volta, ele foi administrando os pneus. Quando faltavam dez voltas para o fim, decidimos não correr riscos e segurar as posições, completar a corrida e marcar pontos", disse Binotto.
Charles Leclerc, impedido de atacar Sebastian Vettel, foi quinto (Foto: AFP)
Mattia elogiou a segunda parte da corrida feita por Leclerc. Na opinião do chefe, o risco de perder pontos em uma disputa era grande, colocando em risco a já preocupante atuação da Ferrari em Melbourne.
 
"Como eu disse, Sebastian estava controlando o ritmo por causa da falta de aderência, só pra completar a corrida. Charles voltou muito bem do pit-stop, mas com dez voltas para o fim, não tinha motivo para correr o risco hoje. Eles não estavam brigando pela liderança", revelou.

Binotto também explicou a recusa de uma segunda parada para Leclerc tentar anotar a volta mais rápida da corrida, que agora vale ponto de bonificação. A equipe temia problemas no pit-stop, mesmo com a larga vantagem que o piloto tinha para Kevin Magnussen, que ocupava a sexta posição.

"Acho que naquele momento, parar seria um risco. Era mais importante trazer o carro pra casa e marcar pontos. Em corridas que você não é o melhor, ainda é importante somar pontos. Foi nossa escolha, vamos rever a corrida e eventualmente a decisão, mas foi por este motivo", finalizou.

A próxima etapa da F1 é o GP do Bahrein. A corrida em Sakhir está marcada para 31 de março.