Pérez exalta “oportunidade que chega só uma vez na vida” na Red Bull: “Custo a acreditar”

Sergio Pérez ainda tenta entender a dimensão do que é fazer parte de uma equipe vitoriosa e que desponta para concorrer com a Mercedes pelo título. Na Red Bull, ‘Checo’ lembra que o único objetivo é vencer

Como foi o terceiro e último de pré-temporada da F1 em Sakhir (Vídeo: GRANDE PRÊMIO)

Depois de dez temporadas, Sergio Pérez finalmente vai ter a chance que tanto sonhava: correr por uma equipe capaz de lutar por vitórias e, talvez, até pelo título da Fórmula 1 em 2021. O mexicano de 31 anos se notabilizou pelos grandes trabalhos realizados ao longo da carreira em equipes do meio do grid, como a Sauber, entre 2011 e 2012, e um ciclo pela Force India desde 2014 até 2020, tendo a escuderia, desde 2019, mudado o nome para Racing Point. Foi lá que, no ano passado, ‘Checo’ conquistou sua primeira e redentora vitória na F1, no empolgante GP de Sakhir, e foi o que abriu as portas para voltar a uma equipe grande. O piloto nascido em Guadalajara foi contratado pela Red Bull como titular para 2021, em substituição a Alexander Albon. Trata-se de algo que ‘Checo’ ainda custa a acreditar.

Cabe lembrar que Pérez teve uma curta passagem pela McLaren em 2013. Naquele ano, o piloto desembarcou em Woking para substituir Lewis Hamilton depois da grande temporada feita pela Sauber, em 2012, tendo conquistado três pódios naquela temporada: segundo lugar nos GPs da Malásia e da Itália e terceiro colocado no GP do Canadá. Entretanto, a tradicional escuderia britânica começava seu período de declínio e jejum de vitórias na F1. Pérez teve como melhor resultado apenas um quinto lugar no GP da Índia e foi dispensado ao fim daquela temporada.

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Sergio Pérez entende que correr pela Red Bull é a grande chance da carreira (Foto: Mark Thompson/Getty Images/Red Bull Content Pool)

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Em 2014, foi contratado pela Force India e teve a chance de renascer e se consolidar como um piloto de muita capacidade. Foram, desde então, sete pódios até 2020, sendo a última temporada a melhor do mexicano no Mundial, mesmo tendo amargado a dispensa da Racing Point, futura Aston Martin, para dar lugar a Sebastian Vettel em 2021. ‘Checo’ conquistou um segundo lugar no GP da Turquia e, pouco depois, venceu de forma incrível o GP de Sakhir.

Foi o que lhe valeu a chance de assinar contrato com a Red Bull para ser titular neste ano. Muito mais que isso, o mexicano mudou um paradigma que vigorava na equipe tetracampeã do mundo desde 2014. A partir daquele ano, na esteira da saída de Mark Webber, o time taurino sempre optou por piloto desenvolvidos no seu programa de talentos: Sebastian Vettel, Daniel Ricciardo, Max Verstappen, Pierre Gasly e Alexander Albon. Pérez trabalhou com Christian Horner, chefe da Red Bull, na Arden durante sua trajetória na antiga GP2 (hoje F2) no fim da década de 2000, mas jamais esteve perto de fazer parte do programa chamado Red Bull Junior Team.

Tudo isso faz Pérez ainda demorar a se dar conta que hoje faz parte de uma das equipes mais cobiçadas e vencedoras do grid da Fórmula 1.

“Sendo sincero, há momentos em que ainda custo a acreditar. É a Red Bull, uma equipe que, quando cheguei à F1, já sabia que não poderia estar lá. Era a única equipe que tinha seu programa de jovens pilotos, é uma grande equipe. Quando vi meu nome lá pela primeira vez e comecei a trabalhar, foi uma loucura ver que já era piloto da Red Bull”, destacou ‘Checo’ em entrevista ao podcast oficial da F1, o ‘Beyond the Grid’ (ou Além do Grid, em tradução livre).

“Tenho muita fome de sucesso e acho que agora tenho uma oportunidade que chega só uma vez na vida. Quero aproveitar esta oportunidade ao máximo, e que chega no melhor momento possível”, comemorou o mexicano.

Pérez destacou as diferenças mais importantes sobre a Red Bull e sua antiga equipe, hoje rebatizada como Aston Martin.

“A Red Bull é uma grande equipe e é possível ver a paixão que todos têm por vencer. Todo mundo que trabalha aqui quer vencer. Quando estava na Racing Point, tudo era diferente, levando em conta que não tínhamos esta equipe e este carro. Lá estávamos para tirar o máximo do potencial, mas, na Red Bull, maximizar o potencial é vencer”, disse.

“Dito isso, no fim das contas, é uma equipe de F1. Todos estão muito motivados, mas também estão sob uma grande pressão e têm de corresponder, todo mundo quer fazer um bom trabalho desde o primeiro dia. Além disso, a Red Bull é uma equipe muito grande, e as equipes em que estive antes eram menores e era sempre mais fácil encontrar a pessoa certa para fazer alguma coisa. Aqui, é um pouco diferente”, complementou.

Além dos títulos mundiais (quatro de Pilotos, com Vettel, e quatro de Construtores, todos entre 2010 e 2013), a Red Bull tem um cartel invejável de êxito na F1: 64 vitórias, 63 poles, 183 pódios, 17 dobradinhas. Pérez não tem dúvidas de que a sua nova equipe vai voltar a dar as cartas no esporte em breve.

“A primeira vez que fui a Milton Keynes me dei conta por que a Red Bull teve tanto sucesso ao longo dos anos e também por que é questão de tempo para que a equipe volte ao topo”, encerrou Pérez, um dos grandes destaques dos testes de pré-temporada no último fim de semana no Bahrein, reforçando a Red Bull como grande concorrente da Mercedes pelo título em 2021.

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