Uralkali promete processar Haas para recuperar quantia investida na equipe em 2022

Empresa de Dmitry, pai de Nikita Mazepin, afirmou que pretende utilizar o reembolso para apoiar pilotos que não podem competir por motivos políticos

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A Uralkali prometeu procurar a justiça para recuperar o dinheiro que investiu na Haas na temporada 2022 da Fórmula 1. As antigas parceiras romperam o vínculo por causa da invasão russa à Ucrânia e ameaça de guerra no leste europeu. Em nota divulgada na manhã desta quarta-feira (9), a empresa de fertilizantes do pai de Nikita Mazepin, Dmitry, anunciou que vai processar a equipe americana com o intuito de recuperar o investimento financeiro feito neste ano.

Com o bloqueio das operações bancárias das empresas russas nos EUA e na Europa, a parceria entre a Haas e o patrocinador máster foi encerrada durante os testes de pré-temporada em Barcelona. O fim do vínculo causou a saída de Mazepin da posição de titular no último sábado, pois era a empresa que financiava a vaga do russo na equipe.

Haas acabou com o contrato com patrocinadora russa (Foto: Haas)

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Mas como já havia designado para a Haas um grande parte do aporte financeiro para 2022, a companhia de fertilizantes divulgou em um comunicado oficial que vai reivindicar na justiça a quantia investida em patrocínio para o ano, com a justificativa que a escuderia não cumpriu as obrigações contratuais.

“A Uralkali pretende proteger seus interesses de acordo com os procedimentos legais aplicáveis ​​e se reserva o direito de iniciar processos judiciais, reivindicar danos e buscar o reembolso dos valores significativos que pagou pela temporada 2022 da Fórmula 1”, anunciou a empresa em nota. “Como a maior parte do financiamento de patrocínio para a temporada de 2022 já foi transferida para a Haas e como a equipe rescindiu o contrato de patrocínio antes da primeira corrida da temporada de 2022, a Haas não cumpriu suas obrigações com a Uralkali para a temporada deste ano”, prosseguiu.

Caso o processo de reivindicação do investimento seja bem-sucedido, a Uralkali vai utilizar a quantia que seria investida na Haas para desenvolver uma fundação de apoio aos pilotos que não podem competir por motivos políticos. O nome da instituição será “We compete as one” (Nós competimos como um – tradução em português). O registro faz alusão à campanha da F1 “We race as one” (Nós corremos como um), que promove a diversidade no esporte.

O comunicado também aponta que o pedido da Haas para encerrar o acordo com patrocinador máster é “irracional” e que a F1 “sempre deve estar livre de política e pressão de fatores externos”.

Nikita Mazepin foi sacado pela Haas (Foto: Haas)

Mas não foi apenas a equipe norte-americana que rompeu o vínculo com os russos. No início desta semana, a Hitech GP, que compete na Fórmula 2 e Fórmula 3 e também tinha o apoio financeiro da Uralkali, foi mais uma a encerrar seu contrato de patrocínio com a empresa.

Sobre esse caso, a companhia ainda não anunciou se vai entrar com um recurso semelhante nos tribunais para recuperar seu investimento ao time de Silverstone.

A Haas vai participar da segunda sessão de testes de pré-temporada no Bahrein sem o patrocinador principal e com Pietro Fittipaldi como substituto de Mazepin, pois ainda há uma indefinição sobre quem será o piloto titular ao lado de Mick Schumacher Porém, a escuderia vai perder as primeiras horas das atividades nesta quinta-feira (10), devido ao problema com o avião cargueiro que leva os equipamentos da escuderia a Sakhir.

A temporada 2022 da Fórmula 1 tem início no próximo dia 20, com o GP do Bahrein, também no Circuito de Sakhir.

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