F1

Verstappen admite “cagadas” no começo de 2018 ao tentar “dar passo maior que a perna” com Red Bull

Max Verstappen queria fazer o máximo possível com a Red Bull e acabou se prejudicando. O holandês recordou a fase ruim do primeiro semestre e admitiu que resultados não vieram por conta de “cagadas” entre os GPs da Austrália e de Mônaco
Warm Up / Redação GP, de Berlim
 Max Verstappen (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)


 
Quem vê a boa forma de Max Verstappen na segunda metade de 2018 nem se lembra da primeira metade difícil. O holandês foi irregular e cometeu erros em má-fase que durou do GP da Austrália até o GP de Mônaco. Com os problemas no passado, Verstappen já consegue admitir que fez “cagadas” por tentar alcançar mais do que realmente era capaz de conseguir.
 
Dos seis primeiros GPs de 2018, cinco tiveram erros crassos de Verstappen. O holandês rodou durante a corrida na Austrália, bateu na classificação e tocou Lewis Hamilton no Bahrein, bateu em Sebastian Vettel na China, em Daniel Ricciardo no Azerbaijão. A cereja no bolo foi largar em último em Mônaco, quando era favorito, por bater sozinho no TL3.
 
“Esse ano, nas primeiras seis corridas, eu fiz cagadas”, disse Verstappen. “Fizemos um trabalho muito melhor depois disso. Não tem a ver com mudar a forma com que eu corro. Eu ainda sou a mesma pessoa e sempre corro atrás. Deu para ver isso no México, estava lá para vencer, não para segundo”, seguiu.
 
“Eu simplesmente dei um passo maior que a perna no começo. Eu queria muito tentar desafiar [Mercedes e Ferrari], mesmo com o conjunto que temos, e não foi possível. Algumas vezes meu pai me disse que, quando eu estou indo devagar, ainda estou indo rápido o suficiente. Eu retomei essa abordagem depois de Mônaco e isso me tornou mais rápido do que antes, mas sem erros”, continuou.
Max Verstappen reencontrou a boa forma no segundo semestre (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
Para reencontrar o caminho certo, Max recorreu ao pai Jos Verstappen, ex-F1. Os conselhos foram aplicados e fizeram a diferença.
 
“Ele é o único que realmente me conhece. Dividimos tudo, então sempre é bom refletir. Você sempre pode melhorar e é isso que fizemos. Em algumas situações críticas, como no começo do ano, é claro que você fala muito sobre isso. Seria errado eu ser cabeça dura e tentar resolver tudo sozinho. Você precisa voltar para a pessoa que realmente te conhece”, encerrou.
 
Verstappen soma duas vitórias em 2018. O segundo lugar no Brasil resultou no quarto pódio seguido, um recorde na carreira. A marca, todavia, veio com um tom negativo: Max liderava quando se enroscou com Esteban Ocon, entregando o triunfo para Lewis Hamilton.