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F1

Verstappen vence animado GP do Brasil. Gasly é 2º, e Ferraris batem

Max Verstappen brilhou e venceu o incrível GP do Brasil em Interlagos. Pierre Gasly tirou proveito dos erros cometidos da batida das Ferrari de Charles Leclerc e Sebastian Vettel para, na esteira de grande corrida, terminar em segundo. Punido pelo incidente com Alexander Albon, Lewis Hamilton viu o pódio ser herdado por Carlos Sainz

Grande Prêmio, de Interlagos / FERNANDO SILVA, de Interlagos
Que espetáculo foi o desfecho do GP do Brasil de F1. Max Verstappen deu um show e acertou as contas com Interlagos na tarde deste domingo (17) com uma grande exibição para garnatir a terceira vitória da Red Bull na temporada 2019. A dobradinha taurina parecia certa, mas Alexander Albon, na penúltima volta, acabou sendo tocado por Lewis Hamilton. O anglo-tailandês levando a pior e perdeu qualquer chance de chegar ao pódio. No fim das contas, quem tirou muito proveito para alcançar o melhor resultado da carreira foi Pierre Gasly, que conquistou seu melhor resultado da carreira ao segurar Hamilton até a bandeirada final para terminar em segundo lugar.

A corrida foi marcada por mais uma batalha entre Charles Leclerc e Sebastian Vettel. Os dois chegaram a disputar posição após a saída do primeiro safety-car e se tocaram, com os dois pilotos abandonando, para desespero de Mattia Binotto. Assim, Gasly, com uma prova bastante consistente, assegurou o segundo pódio da Toro Rosso do ano, o primeiro da sua carreira. Hamilton fechou o top-3 em Interlagos. Só que o britânico foi considerado culpado pelo incidente com Albon e perdeu 5s no seu tempo de corrida, caindo de terceiro para sétimo.

Assim, o inacreditável GP do Brasil teve Carlos Sainz, que largou da última colocação, herdando o pódio, alcançando seu melhor resultado na F1, enquanto Kimi Räikkönen subiu para quarto com a Alfa Romeo. Antonio Giovinazzi, com o segundo carro ítalo-suíço, foi o quinto, seguido por Daniel Ricciardo, da Renault. Hamilton caiu para sétimo, enquanto Lando Norris conseguiu colocar a segunda McLaren na oitava colocação, enquanto Sergio Pérez, da Racing Point, e Daniil Kvyat, companheiro de Gasly na Toro Rosso, fecharam o top-10.
Max Verstappen vibra com a vitória no GP do Brasil (Foto: F1/Twitter)
Albon, que tão perto chegou do seu primeiro pódio na F1, teve de se contentar com o 14º lugar após o incidente com Hamilton no fim da prova.

O GRANDE PRÊMIO cobre in loco o GP do Brasil com os jornalistas Evelyn Guimarães, Felipe Noronha, Fernando Silva, Flavio Gomes, Gabriel Carvalho, Gabriel Curty e Pedro Henrique Marum, e o fotógrafo Rodrigo Berton. Acompanhe todo o noticiário aqui e tudo dos bastidores e das atividades em pista AO VIVO e em TEMPO REAL.

Saiba como foi o GP do Brasil de F1 
Largada do GP do Brasil de F1 (Foto: Pirelli)
Com 20ºC de temperatura ambiente e 0% de possibilidade de chuva, a F1 largou para mais um GP do Brasil com Max Verstappen mantendo a primeira colocação com autoridade. Em contrapartida, Sebastian Vettel não largou tão bem e perdeu a segunda posição para Lewis Hamilton, com o alemão ficando à frente de Valtteri Bottas e Alexander Albon. Charles Leclerc, largando em 14º, despontou como a grande atração no início da corrida, tendo a missão de abrir passagem em meio ao pelotão para voltar às primeiras colocações.

Pierre Gasly se manteve em sexto e fazia ótima corrida em Interlagos com a Toro Rosso. Outro que despontava com uma bela prova também era Carlos Sainz. O espanhol partiu em último por conta de problemas no motor, mas conseguiu construir a esperada 'remontada', partindo para cima dos oponentes com pneus macios. Carlos fez excelente manobra de ultrapassagem para deixar Sergio Pérez para trás e subir para a 15ª posição.
Incidente entre Daniel Ricciardo e Kevin Magnussen (Foto: Reprodução)
Na volta 8, Leclerc já subia para a sétima colocação depois de deixar Kimi Räikkönen para trás. Pouco depois, Daniel Ricciardo foi fechado pela Haas de Kevin Magnussen na descida do Lago e levou a pior, sofrendo uma avaria na asa dianteira da sua Renault, tendo de fazer um pit-stop inesperado. O incidente entrou sob investigação dos comissários de prova. O australiano foi considerado culpado pelo incidente e sofreu uma punição de 5s.

Leclerc superou a Toro Rosso de Gasly e subiu para sexto na volta 10. Lá na frente, Verstappen sustentava a liderança da corrida, enquanto Hamilton buscava se aproximar da Red Bull do holandês, mas não o bastante para sequer esboçar uma tentativa de ultrapassagem. Na verdade, não havia grandes disputas por posiçãono principal pelotão da F1. Sainz, na sua prova de recuperação, já surgia em 13º, entre as Racing Point de Lance Stroll e Pérez.
Carlos Sainz e sua 'remontada' no GP do Brasil (Foto: McLaren)
Hamilton fez sua primeira parada na volta 21, indicando estratégia de duas paradas depois de voltar à pista com um novo jogo de pneus macios. Verstappen parou para fazer seu pit-stop  na volta seguinte. Na saída, o holandês pegou pela frente a Williams de Robert Kubica e perdeu muito tempo, levando o 'undercut' de Hamilton.

O hexacampeão tentou de todas as formas deixar para trás o carro de Leclerc, que estava à sua frente, mas não conseguiu evitar a aproximação de Verstappen. Os dois passaram o monegasco, mas depois Max deixou o carro de Hamilton para trás. Em seguida, assim que superou a Red Bull de Albon, Lewis teve suas dificuldades para passar o anglo-tailandês, que fazia ótima corrida.
Max Verstappen faz grande manobra e supera Lewis Hamilton após pit-stop (Foto: F1/Twitter)
Verstappen reassumiu a liderança na volta 27 depois que Valtteri Bottas fez seu pit-stop, indicando uma estratégia diferente da de Hamilton, com apenas uma parada, voltando à pista com pneus duros. O finlandês voltou em quinto, atrás das Ferrari de Leclerc e Vettel e da Red Bull de Albon.

Leclerc esticou ao máximo seu primeiro stint na pista para tentar o 'undercut' sobre Alexander Albon. A Ferrari o chamou para o pit-stop e colocou pneus duros para o monegasco ir até o fim da corrida. Pouco depois, Kubica acabou sendo punido por saída insegura no momento em que deixou os boxes e atrapalhou a passagem de Verstappen.

Só que a Mercedes chamou Bottas de volta aos boxes para trocar os pneus duros pelos médios, deixando para trás a estratégia de uma parada, algo que não parecia fazer muito sentido. O finlandês voltou atrás de Leclerc, mas com ritmo bom o bastante para estabelecer a volta mais rápida da corrida até então, com 1min10s698.

A decisão da corrida estava por vir. Hamilton e Verstappen foram chamados pelas suas equipes para o derradeiro pit-stop, com os dois colocando pneus médios para ir até o fim. Max se manteve à frente do hexacampeão com um pit-stop incrível feito em 1s9.Vettel assumia a liderança mas tinha 3s3 de vantagem para o holandês. E Bottas, pouco mais atrás, mesmo com pneus em melhor estado, não conseguia passar Leclerc graças também à excelente defesa de posição feita pelo monegasco.
Charles Leclerc defende posição dos ataques de Valtteri Bottas (Foto: F1/Twitter)
1s9 atrás de Verstappen na volta 49, Hamilton disse: "Preciso de mais potência". Só assim o #44 entendia ter condições de superar a Red Bull. Vettel parou na volta 50 e colocou pneus supermacios para ir até o fim da corrida, proporcionando a Max retomar a liderança da prova. Seb reassumiu o terceiro lugar depois que Albon precisou fazer seu segundo pit-stop.

A jornada de Bottas acabou na volta 53 do GP do Brasil. O motor Mercedes do carro #77 passou a soltar muita fumaça nas voltas anteriores, de modo que Valtteri não teve o que fazer a não ser encostar seu carro no segundo setor da pista. Assim, Gasly assumiu o sexto lugar. Só que a corrida ganhou um novo rumo com a entrada do safety-car justamente para remover da pista o carro de Bottas.

A Red Bull aproveitou o safety-car para chamar Verstappen para mais um pit-stop, colocando pneus macios, enquanto Hamilton seguiu na pista com os médios e assumiu a liderança, com Max em segundo. Leclerc também foi chamado para uma parada extra, trocando os pneus duros pelos macios. Assim, a ordem do top-5 teve Hamilton, Verstappen, Vettel, Albon e Leclerc, com Gasly em sexto.

Quando o SC deixou a pista, Verstappen fez grande ultrapassagem sobre Hamilton, enquanto Albon repetiu a manobra para superar Vettel no S do Senna. Max abria vantagem perante os demais e partia para uma grande vitória em Interlagos. 
Sebastian Vettel e Charles Leclerc se chocam em Interlagos (Foto: Reprodução)
Em seguida, Vettel aumentou o ritmo para tentar superar Albon, mas o anglo-tailandês fechou a porta e se defendeu em grande estilo. Foi o que permitiu a aproximação de Leclerc, que passou a pressionar o companheiro de equipe para tentar subir para a quarta colocação. O monegasco superou seu companheiro de equipe no S do Senna, mas o tetracampeão tentou dar o troco na Reta Oposta. Os dois se tocaram e protagonizaram mais uma grande polêmica da Ferrari no ano: Vettel ficou com um pneu furado, enquanto Leclerc abandonou com a suspensão dianteira direita quebrada, para desespero de Mattia Binotto.

A direção de prova chamou novamente o safety-car quando restavam quatro voltas para o fim da corrida. Hamilton tentou dar o 'pulo do gato' ao ir para os boxes e colocar pneus macios. Assim, Verstappen se manteve à frente, com Albon em segundo e Gasly em terceiro nas voltas finais.

Hamilton ainda conseguiu continuar na pista e partiu para o ataque sobre o francês da Toro Rosso. Enquanto Verstappen vinha para cruzar a linha de chegada e vencer em Interlagos, Lewis pressionou Gasly até o fim, chegando a emparelhar com o carro taurino até a reta dos boxes. Mas o jovem, depois de um ano dos mais difíceis, segurou na raça a pressão do hexacampeão e cruzou a linha de chegada na segunda colocação, fazendo o público levantar das arquibancadas e vibrar em Interlagos.

Pouco depois do fim da corrida, já na entrevista com os três primeiros colocados, a direção de prova anunciou a punição imposta a Hamilton: 5s no tempo de prova por ter causado o incidente que envolveu Alexander Albon. Assim, Carlos Sainz herdou a terceira colocação da prova depois de ter largado na última posição, mas o resultado ainda está pendente de confirmação porque o espanhol da McLaren é investigado por ter acionado o DRS em trecho sinalizado por bandeira amarela.
Pierre Gasly segura Lewis Hamilton e termina GP do Brasil em segundo (Foto: MSI)

F1 2019, GP do Brasil, Interlagos, final:

1 M VERSTAPPEN Red Bull Honda 71 voltas    
2 P GASLY Toro Rosso Honda +6.077    
3 C SAINZ JR McLaren Renault +8.896    
4 K RÄIKKÖNEN Alfa Romeo Ferrari +9.452    
5 A GIOVINAZZI Alfa Romeo Ferrari +10.201    
6 D RICCIARDO Renault +10.541    
7 L HAMILTON Mercedes +11.139    
8 L NORRIS McLaren Renault +11.204    
9 S PÉREZ Racing Point Mercedes +11.529    
10 D KVYAT Toro Rosso Honda +11.931    
11 K MAGNUSSEN Haas Ferrari +12.732    
12 G RUSSELL Williams Mercedes +13.599    
13 R GROSJEAN Haas Ferrari +14.247    
14 A ALBON Red Bull Honda +14.927    
15 N HÜLKENBERG Renault +18.059    
16 R KUBICA Williams Mercedes +1 volta    
17 L STROLL Racing Point Mercedes +2 voltas   NC
18 S VETTEL Ferrari +3 voltas   NC
19 C LECLERC Ferrari +3 voltas   NC
20 V BOTTAS Mercedes +17 voltas   NC



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