F1

"Você pode": Mercedes revela 'estratégia motivacional' a Hamilton na Hungria

Lewis Hamilton duvidou que a estratégia de um segundo pit-stop no GP da Hungria daria certo, porém, foi motivado por Toto Wolff a impor um ritmo fortíssimo nas últimas voltas e ultrapassar Max Verstappen para vencer

Grande Prêmio / Redação GP, de Campinas
A vitória de Lewis Hamilton no GP da Hungria ficará marcada como uma das grandes atuações do piloto inglês, junto de uma das grandes estratégias recentes montadas para uma vitória na Fórmula 1, mas isso não teria acontecido sem a Mercedes motivando o pentacampeão do mundo.
 
Chefe de equipe do time alemão, Toto Wolff falou sobre a ousada decisão em fazer um segundo pit-stop para colocar pneus médios e buscar a ultrapassagem nas voltas finais. Wolff citou um aprendizado que teve com Anthony Hamilton, pai de Lewis, para incentivar o piloto a continuar lutando.
 
"Estávamos em dúvida porque sabíamos que precisávamos diminuir um segundo por volta. Houve um estágio em que o Max aumentou a potência e estava igualando o ritmo do Lewis. O Bono [Peter Bonington, engenheiro de Hamilton] me disse que os tempos eram iguais e dava para ouvir a descrença na voz dele, perguntando o motivo da segunda parada", comentou Wolff ao site ‘Crash.net.
Lewis Hamilton e Max Verstappen (Foto: Mercedes)
"Uma coisa que o pai dele me ensinou é que existe uma frase pra ele. 'Você pode'. Sabíamos que ele podia. Mesmo com o plano dizendo que faltariam voltas, pensamos que falar pra ele que estava se aproximando ajudaria, e foi exatamente o que aconteceu", completou.
 
Hamilton, que questionou a estratégia quando viu a vantagem não cair em algumas voltas, falou sobre a confiança necessária no time para conquistar a vitória, e especialmente o ritmo intenso que teve após o segundo pit-stop, que rendeu uma ultrapassagem para vencer com poucas voltas restantes.
 
"Você tem que colocar fé completa em seu time porque eles têm uma visão diferente da sua, então paramos, colocamos médios e pensei que não chegaríamos ao fim na velocidade que eu estava. Max também aumentou a potência para virar na casa de 1min19s, pensei que não conseguiria me aproximar. Eles disseram que eu o alcançaria com nove voltas para o fim, de repente, tudo mudou e foi para a última. Depois daquilo, precisei colocar as dúvidas e as interrogações e lado para fazer as melhores voltas possíveis e não deixar a distância aumentar", declarou o piloto.
 
"Foi um dos períodos mais consistentes de voltas que já tive. Não sei se ele teve retardatários ou erros, mas a vantagem caiu rapidamente. Com quatro ou cinco voltas para o fim, ele estava quatro segundos à frente e eu conseguia ver. Talvez com problemas no pneu, então pensei: 'Ok, temos uma corrida séria aqui'. Senti como se fosse o muro mais difícil de escalar quando sai lá atrás, mas o time me manteve calmo, confiou que faríamos e sou grato pelo trabalho duro e a decisão", completou.
 
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