Williams prevê “mercado agitado” em 2026, mas aposta em permanência de Sainz e Albon

James Vowles, chefe da Williams, já está se preparando para um ano de 2026 repleto de movimentações no mercado de pilotos. Ainda assim, segue confiante na permanência de Carlos Sainz e Alexander Albon

Depois de um ano agitado e com muitas movimentações, o mercado de pilotos da Fórmula 1 deu uma acalmada em 2025, apesar da fracassada novela Max Verstappen e Mercedes. A tendência, porém, é de que a disputa por contratações ganhe mais força na próxima temporada, como já previu James Vowles, chefe da Williams

Alguns pilotos de outras equipes têm contrato válido até o fim da próxima temporada, como Fernando Alonso, Lewis Hamilton e Pierre Gasly. No entanto, Vowles também está de olho internamente, já que tanto Carlos Sainz quanto Alexander Albon também têm vínculos válidos até 2026 apenas. 

Porém, apesar de esperar ao menos uma grande movimentação no mercado de pilotos para a temporada 2027, Vowles segue confiante na manutenção da escalação da Williams e no projeto liderado por Sainz e Albon na pista. 

“Acho que veremos, no fim de 2026, mais uma grande movimentação no mercado de pilotos. Muitos contratos terminam nessa época”, lembrou Vowles em conversa com a Sky Sports

Contrato de Sainz se encerra em 2026 (Foto: AFP)

“Tenho dois pilotos que acreditam no que estamos fazendo em termos de longevidade da equipe, do investimento e do caminho para voltarmos a vencer títulos. Meu papel em tudo isso é garantir que eles sejam justamente recompensados por essa jornada e que queiram fazer parte dela ao mesmo tempo. Isso é o que posso oferecer a eles”, comentou o chefe da Williams.

Para Vowles, o grande trunfo que a Williams tem na negociação com Sainz e Albon é o papel de ambos no projeto que visa recolocar a equipe na briga por vitórias e títulos na F1. De acordo com o dirigente, os pilotos não encontrariam isso em qualquer equipe, independentemente do dinheiro oferecido. 

“Agora, se alguém quiser oferecer o dobro de dinheiro, essa é uma escolha deles. Mas meus pilotos são líderes que estão tendo impacto direto no carro de amanhã e no carro de daqui a um ano — algo que não é oferecido à maioria dos pilotos no grid, que muitas vezes são tratados como um ativo separado, uma entidade à parte que apenas chega para correr”, explicou. 

“Não é isso que oferecemos aqui. A segunda parte disso é garantir que teremos conversas com antecedência em 2026 para definir onde queremos estar no futuro”, concluiu o chefe da Williams. 

Fórmula 1 volta às pistas apenas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.

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