Günther supera Vergne, segura Frijns no fim e vence eP de Berlim 3 para BMW

Piloto alemão demorou bastante, mas conseguiu passar Vergne e ainda teve que se defender de um voador Frijns

A primeira rodada dupla de Berlim foi desastrosa para a BMW, mas o começo do fim de semana trouxe ares mais positivos. Na tarde deste sábado (8), Maximilian Günther demorou para conseguir ultrapassar Jean-Éric Vergne, mas venceu. No fim, ainda teve que se defender de Robin Frijns. De qualquer forma, o alemão obteve a segunda vitória dele na temporada 2019/20.

Günther só conseguiu deixar o francês para trás na 30ª volta e mesmo assim teve que aguentar a carga de um rival diferente no giro decisivo. Frijns guardou energia, preparou o ataque e foi com tudo para passar Vergne e alinhar ao lado do alemão, mas terminou em segundo. Vergne fechou o pódio.

Líder do campeonato e quase campeão, António Félix da Costa colocou o regulamento nos braços e escalou o pelotão para subir do oitavo em que largou para o quarto posto. Muito principalmente quando os distantes rivais mais próximos foram piores. Stoffel Vandoorne abandonou com um furo de pneu e Lucas Di Grassi terminou na oitava colocação numa prova em que deu azar mais que algumas vezes.

Uma delas, por exemplo, ao ser tocado por Felipe Massa quando os dois disputavam a décima colocação. Massa fazia corrida bem acima da média, lutava pelo quinto lugar, mas foi punido pelo toque de minutos antes com Lucas. Terminou bem longe dos pontos. Sérgio Sette Câmara teve largada promissora, mas acabou iniciando um acidente com James Calado que, além dos dois, também tirou Neel Jani da corrida.

Além dos três homens do pódio e Da Costa em quarto, o top-10 teve André Lotterer, Oliver Rowland, Jérôme D’Ambrosio, Di Grassi, Mitch Evans e Alex Sims. Evans foi quem ficou com o ponto da volta mais rápida.

A temporada segue com mais uma etapa neste domingo.

Os mecânicos da BMW empurram carro de Maximilian Günther para a largada (Foto: Fórmula E)

Confira como foi a corrida:

Os carros alinharam para a largada, exatamente no horário marcado, com temperatura agradável em Berlim, de 24°C ambientes e 34°C na pista. Jean-Éric Vergne alinhou na pole com Maximilian Günther na primeira fila e Stoffel Vandoorne, um dos segundos colocados do campeonato, em quarto, logo atrás de Jérôme D’Ambrosio.

É verdade que António Félix da Costa ficou para trás e largava somente na oitava colocação, mas, tirando Vandoorne, os rivais que aparecem abaixo no campeonato largavam ainda atrás: Lucas Di Grassi saía em décimo; Sébastien Buemi, Alexander Sims, Mitch Evans e Sam Bird estavam da 15ª colocação para baixo.

A partir da luz verde, quem partiu bem foi a dupla da Mahindra: D’Ambrosio e Alex Lynn subiram imediatamente para segundo e terceiro, mas Günther rapidamente deu o troco para cima de Lynn e, no começo da segunda volta, passou também o belga. Vandoorne, que imaginava a possibilidade de respirar no campeonato, já caía para sexto: além de Lynn, foi ultrapassado por Robin Frijns.

Mais atrás, Sérgio Sette Câmara chegara a passar por Lucas Di Grassi, mas rapidamente caía: Felipe Massa, Sébastien Buemi, James Calado e Nyck de Vries já haviam passado o brasileiro após duas voltas. A disputa pelo décimo posto era boa: Massa, com bom ritmo, atacava Di Grassi e obrigava o piloto da Audi a defender com o que era possível. Mas acabou rendendo uma forçada de Massa por dentro, com ultrapassagem feita na força e Di Grassi rodando e perdendo outras duas posições.

O acidente que acabou com a corrida de Sérgio Sette Câmara e Neel Jani (Foto: Fórmula E)

Em segundo, Günther mantinha a diferença para Vergne: estava perto, 0s3, após dez voltas. Mas gastava 1% a mais de energia que o francês. Até que, então, o primeiro grande momento da corrida: No contorno do cotovelo, Sette Câmara tocou a traseira de Calado, que rodou. O brasileiro não teve como evitar uma segunda colisão e ficou parado na pista, quando Neel Jani tocou nele, em René Rast e foi parar no muro. Fim de corrida para Sérgio, Jani e Calado, que abandonou nos boxes, além de safety-car na pista.

A relargada veio com 22 minutos no relógio, e Günther correu para buscar o modo ataque. Caiu para quinto com isso, mas, apesar dos pedidos da BMW por cautela, fez três ultrapassagens em uma volta. O espaço, contudo, permitiu a Vergne pegar o modo ataque na volta seguinte e permanecer na dianteira.

O anúncio do FanBoost apontou Da Costa, Vandoorne, Di Grassi, Daniel Abt e André Lotterer.

A 18ª volta apontava um cenário curioso no qual 14 dos 15 primeiros colocados estavam com o modo ataque acionado. O único sem ele era Di Grassi, que levou azar e teve sua velocidade extra apagada pelo safety-car de minutos antes. Quem andava bem era Massa, que se valeu do modo ataque para deixar Da Costa e Lynn para trás. Momentos depois, passaria Oliver Rowland para assumir o quinto lugar, embora o inglês tenha passado de volta.

Da Costa ultrapassava Lynn pelo sétimo lugar e, na avaliação dos vice-líderes, uma notícia importante: Vandoorne abandonava a corrida com um furo de pneu. Di Grassi, após 22 voltas, seguia fora da zona de pontos.

A briga pela vitória também esquentava. No rodízio de modo ataque, Günther chegou a rapidamente beijar a liderança, os dois andaram lado a lado, mas Vergne saiu-se melhor e manteve a ponteira. Massa, contudo, perdia. Foi punido com um drive-through pelo toque com Di Grassi e caiu para o fim da fila.

Calmamente e cada vez mais perto de confirmar o título, Da Costa deixava D’Ambrosio para trás e já ocupava a quinta colocação, além de encostar em Rowland. Boa também era a disputa pelo 11º lugar: Nyck de Vries estava na frente, com Sims e Di Grassi trocando golpes logo atrás e Rast observando.

A batalha decisiva para a vitória veio na 30ª volta: Günther se lançou de vez, colocou de lado, meio carro à frente, mas Vergne segurou. Não importava. Günther rendia melhor e seguiu em cima até levar. Vergne tentou voltar no princípio da volta seguinte, mas nada feito. Günther era o novo líder – ao passo que Da Costa ultrapassava Rowland e assumia a quarta posição.

A briga pela vitória ainda não tinha acabado: o capítulo final tinha Frijns, com energia sobrando, limpando Vergne, novamente com problemas de energia, do caminho. O holandês atacou, mas faltou tempo para passar Günther. Terminou 0s1 atrás.

Fórmula E 2020, eP de Berlim, Alemanha, Corrida 3, Resultado Final:

1M GÜNTHERBMW35 voltas 
2R FRIJNSVirgin Audi+0.128 
3J.E VERGNEDS Techeetah+2.569 
4A.F DA COSTADS Techeetah+2.743 
5A LOTTERERPorsche+3.136 
6O ROWLANDNissan+5.547 
7J D’AMBROSIOMahindra+7.893 
8L DI GRASSIAudi+12.672 
9M EVANSJaguar+13.511 
10A SIMSBMW+19.248 
11S BUEMINissan+20.240 
12N MÜLLERDragon Penske+20.486 
13S BIRDVirgin Audi+20.733 
14E MORTARAVenturi Mercedes+20.944 
15D ABTNIO+21.948 
16N DE VRIESMercedes+22.520 
17O TURVEYNIO+22.774 
18A LYNNMahindra+23.181 
19F MASSAVenturi Mercedes+36.549 
20R RASTAudi+5 voltasNC
21S VANDOORNEMercedes+18 voltasNC
22J CALADOJaguar+23 voltasNC
23S. SETTE CÂMARADragon Penske+25 voltasNC
24N JANIPorsche+25 voltasNC

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