Vergne vê “carnificina” na Fórmula E e coloca permanência em xeque: “Precisa mudar”

Jean-Éric Vergne sente que as corridas da Fórmula E não são do nível de um campeonato mundial, dado o alto número de acidentes. O francês deixou o futuro em aberto

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Mitch Evans, com chances grandes de título, não conseguiu largar e foi atingido em cheio por Edoardo Mortara (Vídeo: Fórmula E)

Jean-Éric Vergne, maior campeão da Fórmula E, não está plenamente feliz. O francês reencontrou o rumo da carreira no certame elétrico, mas agora vê corridas acidentadas demais, com qualidade considerada questionável. Vergne acredita que continua no grid em 2022, mas cobra mudanças no campeonato para permanecer no longo prazo.

A crítica de Vergne é ao estilo das corridas. Com carros robustos e pistas estreitas, a Fórmula E desenvolveu a receita perfeita para provas repletas de toques e acidentes.

“Algumas coisas precisam acontecer na Fórmula E para o campeonato seguir interessante”, disse Vergne, entrevistado pelo site The Race. “Do jeito que as coisas estão agora… Se continuar assim, não sei se vou querer continuar, sendo sincero”, seguiu.

“Quando você vê o tipo de corrida que tivemos em Londres, desculpa, mas aquilo não é coisa de campeonato mundial. Quando você vê tantos carros batendo uns nos outros, metade do grid terminando sem asa dianteira, você não chama isso de mundial. Virou carnificina. O carro é tão robusto que fica impossível de correr. Não gosto desse tipo de corrida, mas as coisas vão mudar ano que vem. Elas precisam mudar”, destacou.

Jean-Eric Vergne não está 100% feliz com a Fórmula E (Foto: Fórmula E)

Uma das mudanças é a introdução do Gen3, sucessor do atual Gen2. Este, entretanto, tem estreia marcada apenas para a temporada 2022/23. Em 2021/22, o carro ainda será o mesmo. O que a FE pode mudar com mais facilidade é o regulamento esportivo, sob revisão.

Apesar da insatisfação com a FE, Vergne está próximo de renovar com a DS Techeetah. O francês chegou a estar com um pé atrás, dada a mudança de gestão, mas está confiante de que é a decisão mais adequada.

“Acho que é justo dizer que a chegada de novas pessoas na equipe representa um momento crucial para mim. Eu pensei que seria melhor esperar e ver se a equipe vai continuar, se algo bom vai acontecer. Mas você não pode ter uma boa carreira baseado em ver se algo vai acontecer ou não. Talvez seria o caso de ir para outro lugar, mas eles [novos donos] vieram na hora certa, com a atitude certa. Acho que isso é algo que me faz querer continuar no ano que vem”, encerrou.

Vergne terminou a temporada 2020/21 da Fórmula E em décimo. O francês venceu apenas uma corrida, em Roma. O campeão foi Nyck de Vries.

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