McLaren condiciona entrada na Fórmula E a teto orçamentário: “Obrigatório para nós”

A McLaren não quer entrar na Fórmula E para ser participante. A intenção do time é brigar pelo título, e a introdução de um teto orçamentário é fundamental para Zak Brown tirar o plano do papel e fazer a escuderia funcionar

Em janeiro, a McLaren assinou uma carta de intenção para a criação de uma equipe na Fórmula E a partir de 2022, mas um ponto importante para concretizar a entrada do time é o limite de gastos da categoria.

Em entrevista veiculada pelo site da revista inglesa Autosport, o diretor-executivo Zak Brown comentou sobre a necessidade de um teto orçamentário para ser competitivo e bater de frente com as poderosas e magnatas montadoras.

“O teto orçamentário é obrigatório para nós, porque como uma equipe de corrida, não temos a profundidade de recursos de uma BMW, Mercedes e Porsche, onde se tivermos X de orçamento, eles seguem aumentando a barra e o preço se torna Y. O que não tenho é a capacidade de ir lá e dizer ‘ah, preciso de mais £ 15 milhões’ [R$ 112 milhões]”, declarou Brown.

Zak Brown pede teto orçamentário na Fórmula E (Foto: McLaren)

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A assinatura de intenção. não é uma garantia de que a McLaren entrará na categoria, mas assegura uma das 12 vagas de construtores no grid da Fórmula E. A temporada 2020/21, que tem início no próximo dia 26, será a última das montadoras Audi e BMW, que anunciaram saída do campeonato em dezembro.

“Precisamos ter total confiança de que podemos nos dar ao luxo de correr pelo título, e estas barreiras não vão nos impedir. Estou muito satisfeito com o que ouço, com os números que ouço, mas é algo que, para tomarmos uma decisão final, precisa ser concreto”, completou.

Jamie Reigle, diretor-executivo da Fórmula E, comentou recentemente à Autosport que as discussões sobre a inclusão do teto orçamentário na categoria elétrica estão acontecendo, especialmente após os anúncios de BMW e Audi.

“O interessante é que há essa narrativa [de especular] o que significa a saída de BMW e Audi para a Fórmula E, mas, do meu ponto de vista, tem sido interessante. Temos conversado com outras fábricas que dizem ‘ei, historicamente nós encaramos desafios para entrar na Fórmula E por causa do investimento necessário para fazer o trem de força, nível de competição no grid e habilidade para competir com a quantidade de fábricas que já estavam lá”, relatou.

“Na verdade, a combinação de vagas abertas, mais voz e nós da Formula E Operations, a FIA e as equipes, falando sério sobre o controle de gastos, muda o perfil de investimento. Sinto-me bastante bem”, disse.

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