Evans evita cravar melhor momento da carreira, mas diz: “Piloto em alto nível há anos”
Em entrevista EXCLUSIVA ao GRANDE PRÊMIO, Mitch Evans admitiu que estatísticas de 2022 indicam melhor ano da carreira, mesmo com o vice na Fórmula E, e aplaudiu iniciativa da categoria de implementar mecanismo de frenagem secundária em 2023
Na temporada 2021/2022 da Fórmula E, ninguém venceu mais corridas do que Mitch Evans. Edoardo Mortara até pode ter se igualado ao neozelandês, que teve quatro triunfos, mas foi o piloto da Jaguar que chegou à última etapa do campeonato, em Seul, ainda com chances — remotas — de título. Foi o ano em que Mitch mais venceu na FE, mas o campeonato não veio. Assim, em entrevista exclusiva com o GRANDE PRÊMIO, o piloto abordou o momento de sua carreira, explicou que evita se basear em números e elogiou a categoria por uma mudança bem-vinda em 2023.
De acordo com Evans, os números realmente indicam que a fase atual é a melhor de sua vida — afinal, além das quatro vitórias, o piloto chegou aos 180 pontos no ano passado e terminou na segunda colocação do Mundial de Pilotos, seu melhor resultado desde que chegou à Fórmula E. No entanto, Mitch preferiu ressaltar que a boa fase já vem de anos anteriores e evitou cravar qualquer coisa sobre o tema.
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“É difícil dizer. Obviamente, se a base for puramente em estatísticas, dá para dizer que sim”, afirmou. “Acho que estou pilotando em alto nível há alguns anos, então vejo que isso é bem mais óbvio agora — ou mais evidente”, destacou o neozelandês da Jaguar.
“É meio difícil dizer se este é o momento exato, mas estou me sentindo bem com minha pilotagem e como estou. Então, sim, possivelmente pode ser [o melhor momento da carreira]”, destacou Mitch.
Apesar de ter conquistado três vitórias a mais do que o campeão Stoffel Vandoorne, Evans viu o campeonato escorrer pelas mãos e já disse enxergar o ritmo de classificação de 2022 como uma das causas para a perda. De volta às disputas em 2023, o companheiro de Sam Bird já conseguiu conquistar a posição de honra em Hyderabad, o que iguala o número total de poles do ano passado em apenas quatro corridas.
E se o ritmo de classificação é um ponto a se corrigir em 2023, Mitch precisou lidar com alguns problemas fora de sua alçada no início da Era Gen3. Após acidentes preocupantes com Lucas Di Grassi e Sébastien Buemi, a Fórmula E precisou intervir e preparou um novo sistema de frenagem secundária, que visa impedir que panes elétricas afetem na diminuição de velocidade do carro.

Tanto o suíço da Envision quanto o brasileiro da Mahindra atingiram o muro de proteção em situações que poderiam trazer lesões preocupantes, e Evans — que destacou a importância de se sentir seguro dentro do carro — acredita que a frenagem secundária implementada em Diriyah representa um acerto da Fórmula E em conjunto com a FIA.
“Acho que é uma coisa boa, porque obviamente tivemos algumas coisas que aconteceram em testes privados que não foram esperadas, e acho que ter algo caso algo dê errado é importante”, argumentou. “Precisamos nos sentir seguros e tentar evitar qualquer risco desnecessário. Acho que, definitivamente, a FIA e a Fórmula E fizeram uma mudança acertada”, elogiou.
A próxima parada da Fórmula E acontece no sábado, dia 25 de fevereiro, com o eP da Cidade do Cabo — estreia da categoria na África do Sul. Além da cobertura completa no portal, o GRANDE PRÊMIO transmite treinos livres, classificação e corrida AO VIVO, diretamente em nosso canal do YouTube.
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