GUIA 2019: Trio-de-ferro abre temporada em vantagem e coloca em xeque imprevisibilidade da Indy

A temporada 2018 da Indy marcou o primeiro ano dos kits aerodinâmicos universais e viu um domínio das três maiores equipes do grid. Em 2019, a Indy tenta recuperar a imprevisibilidade, com o pelotão intermediário tendo um longo caminho pela frente

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A Indy é sinônimo de equilíbrio e imprevisibilidade no topo do automobilismo mundial. Conhecida pelas zebras e pelo alto grau de competitividade até das equipes menores, a categoria costuma não ter muito favorito. Só que não foi assim em 2018 e nem deve ser em 2019.
 
É que a Indy adotou no ano passado os kits aerodinâmicos universais e gerou um desnível, em um primeiro momento, entre os times com mais e menos recursos. Desta forma, Penske, Andretti e Ganassi dominaram o certame, controlando a disputa por vitórias em quase todas as etapas.
 
Para se ter uma ideia de como a coisa ficou desigual, foram apenas três vitórias de times de fora do trio-de-ferro em 17 etapas. Pior ainda: os times menores não conseguiram passar dos 13 pódios, sendo seis da Schmidt Peterson, três da RLL, dois da Dale Coyne e dois da Carpenter.
Sébastien Bourdais venceu em St. Pete (Foto: IndyCar)

Foyt, Carlin, Harding e Juncos não ficaram entre os três melhores em corrida alguma e, tirando um quinto lugar de Charlie Kimball em Toronto, não tiveram nenhum outro resultado expressivo, na maioria dos casos não beliscando nem top-10 em hora alguma da temporada.

 
A diferença de performance e resultados foi clara em quase todas as corridas do ano e se explica pelo fato do trio-de-ferro ter mais recursos, melhores profissionais e, portanto, saber melhor para onde está caminhando. Após um começo apertado de campeonato, as três só fizeram esse abismo crescer.
James Hinchcliffe comemora a vitória em Iowa (Foto: Indycar)
A grande preocupação para 2019 é saber se os times menores vão ter conseguido reduzir a distância, mas isso depende de uma série de fatores. O primeiro deles é entender como vão se comportar Honda e Chevrolet, já que os motores contam bastante na equação. Outro é torcer para que as três principais forças do grid já não entrem na temporada em estado de graça.
 
Em 2018, Sébastien Bourdais venceu logo na abertura em São Petersburgo, enquanto os triunfos de James Hinchcliffe e Takuma Sato ocorreram em provas um tanto bizarras. Em Iowa, basicamente só quatro carros foram competitivos a corrida toda e Hinch levou a melhor em um duelo inusitado com Spencer Pigot. Já em Portland, estratégia e sorte com bandeiras amarelas premiaram o japonês da RLL.
Sato posa com seu troféu em Portland (Foto: IndyCar)
Para não dizer que os times menores não tiveram grandes momentos, teve também a Indy 500 com ótima performance da Carpenter e de Ed, dono e piloto do time, que chegou em segundo. Robert Wickens foi o maior destaque do pelotão e liderou a turma até o grave acidente sofrido em Pocono, conquistando quatro pódios. Assim, coube a Bourdais ficar com o título da 'Indy B', anotando 425 pontos, 67 a menos que Simon Pagenaud, o último do primeiro pelotão.
 
Uma boa temporada de Indy depende de diversos itens, mas, certamente, a imprevisibilidade é um dos principais deles. Assim, se a Honda estiver novamente bem, a expectativa fica no crescimento das organizadas RLL e Schmidt Peterson e da ultimamente inspirada Dale Coyne. Caso a Chevrolet vire o jogo, no entanto, vai depender da Carpenter e até da Foyt a evolução do meio do grid.

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