GUIA 2022: Europeus, fenômeno da base e a volta feminina ao grid: os novatos da Indy

Nada menos que seis novatos vão partir para a disputa da temporada 2022 da Indy. No grupo, tem de tudo: jovens da Europa, promessa enorme americana e a volta da presença feminina no grid

Não é muito comum, mas a Indy entra em 2022 com uma tropa fortíssima de novatos. Não apenas em qualidade, que salta mesmo aos olhos, mas também em quantidade: são nada menos que seis pilotos que chegam à categoria para um primeiro ano na condição de titulares.

A variação na classe das figuras novas da Indy também chama a atenção. São dois pilotos vindos da base europeia, três formados pelo Road to Indy e também uma mulher, encerrando um hiato que vinha desde 2013, no último ano de Simona de Silvestro e Bia Figueiredo como titulares.

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O GUIA DA INDY 2022, então, apresenta os seis calouros, seguindo a ordem do time mais forte para o mais fraco, pelo menos em tese. Isso não quer dizer, de forma alguma, que seja do melhor para o pior piloto, mas do que tem mais carro, possivelmente, para fazer mais coisas no primeiro ano.

David Malukas será piloto da Dale Coyne na Indy em 2022 (Foto: Indy Lights)

Sendo assim, o primeiro aqui é Devlin DeFrancesco. Provavelmente, o menos esperado dos novatos, mas o que se deu melhor na hora de arranjar um cockpit. É que o canadense de 22 anos nunca foi lá muito impressionante nos resultados, mas tem um orçamento muito maior que o dos rivais e, assim, foi parar na Andretti.

Extremamente tímido nos tempos de categorias de base da Europa, Devlin melhorou no Road to Indy, mas nada que fosse coisa de outro mundo. Em 2020, foi vice na Pro 2000, fechando 2021 na sexta colocação da Indy Lights, sempre com a Andretti. Tende a ser o elo mais fraco do time em 2022.

Na sequência aparece Christian Lundgaard, uma das ótimas atrações novas da Indy. Aos 20 anos, o dinamarquês, da academia de jovens da Alpine, saiu da trilha para a F1 e focou na Indy. Não de graça, já que fez uma aparição em Indianápolis em 2021 e passou ótima impressão.

Christian Lundgaard chamou atenção na Indy (Foto: IndyCar)

Ainda que não tenha brilhado como se esperasse na Fórmula 2, Lundgaard é muito bom piloto e terá, com a RLL, equipamento suficiente para brigar por pódios com alguma frequência. Pode ser uma das surpresas da temporada, no fim das contas.

David Malukas é mais um que pode fazer um trabalho interessante logo em seu primeiro ano de Indy. Aos 20 anos, o americano de origem lituana cresceu muito nas últimas temporadas. O salto veio em 2021, com o vice-campeonato na Lights. A vaga na Dale Coyne tem aspectos financeiros, é verdade, mas a parte técnica também foi importante no acordo. Vem crescendo bastante.

A Foyt traz logo dois novatos, ainda que com expectativas bem diferentes. Tatiana Calderón chega à Indy aos 28 anos e, no fim das contas, isso já valeu totalmente a pena. Depois de quase uma década sem mulheres titulares na categoria, ver a colombiana nos mistos e nas ruas vai ser sensacional, independentemente do resultado que seja obtido pela pilota.

Tatiana Calderón fechou com a Foyt (Foto: AJ Foyt Enterprises)

No caso de Kyle Kirkwood, companheiro de Tatiana, o cenário já é outro. Moldado no Road to Indy e campeão em todas as classes anteriores à Indy, Kyle chega, aos 23 anos, onde sempre sonhou. E as perspectivas são gigantescas. Ainda que a Foyt tenha tido péssimos últimos anos, tudo indica que ele vai brigar no topo da categoria o tempo inteiro. É um projeto de fenômeno.

Fechando a lista, Callum Ilott. Também com 23 anos, o inglês tem trajetória próxima à de Lundgaard, mas com ainda mais sucesso na base europeia. Ficou perto de subir para a F1, mas a alta competitividade por vagas no grid fez o inglês repensar suas escolhas. A chance com a Juncos veio em 2021, as duas partes se animaram e o vínculo foi esticado para a temporada 2022 completa. E há uma chance de sucesso, no que depender do talento do rapaz.

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