Indy

Juncos critica promotores e repensa sequência no Road to Indy: “Não vale o que custa”

Uma das equipes mais tradicionais do Road to Indy, a Juncos pode deixar o programa de formação da categoria americana. Ao GRANDE PRÊMIO, Ricardo Juncos criticou os promotores e falou dos custos elevados para um produto que já não é mais dos melhores

Grande Prêmio / GABRIEL CURTY, de São Paulo
A Juncos segue com o sonho de participar da temporada da Indy de forma integral, mas já vê o SportsCar como algo mais proveitoso que o Road to Indy. Altos custos, retorno pequeno e um grid esvaziado nas principais categorias do programa de formação de pilotos são os principais motivos que fazem Ricardo Juncos repensar o futuro do time.
 
Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, o dirigente argentino admitiu que não sabe se manterá os esforços na Indy Lights e na Pro 2000 para o próximo ano e falou da crise pelo qual o programa passa especialmente em 2019.
 
"Gostaria muito de seguir no Road to Indy, mas eles estão passando pelo pior ano recente. Quando começamos na Pro Mazda eram 35 carros, aí ficou em 28, 30 e aí foi baixando. Hoje, a categoria está desvalorizada, assim como a Indy Lights. É muito difícil vender um produto que não tem valor. Podemos ser a melhor equipe, ganhar campeonatos, mas está muito difícil mostrar para os pilotos que a categoria é boa, que os motores são bons, que os carros são bons porque não é assim. Não tem como falar uma coisa para os pilotos e aí, na verdade, ser outra. Existem muitos inconvenientes na categoria", disse.
 
Juncos lembrou que o Road to Indy deveria ter como principal foco a formação de pilotos, mas também de engenheiros e mecânicos, mas que fica difícil fazer isso tudo com os grids tão vazios. 
Rinus VeeKay disputa o título da Indy Lights (Foto: IndyCar)
"Fico triste com a situação, mas não depende da gente. O que são hoje os carros, os motores, os pneus, está bem difícil. Deus queira que encontrem um caminho, mas nosso foco está no SportsCar e no projeto da Indy. Tudo que funcionou nos últimos anos foi porque formamos mecânicos, engenheiros, a estrutura funcionava muito bem na Pro Mazda, era um belo negócio, formava pilotos, mas também formava equipes como a gente. Só que não com 7 ou 8 carros na Indy Lights, 10 ou 11 na Pro 2000. Os custos estão muito altos, a categoria não está valendo o que está custando, é uma situação bem delicada", comentou.
 
Outro problema grande para Ricardo é que a Pro 2000 tem ficado parecidíssima com a USF2000, só que com custos bem maiores. Não tem valido a pena.
 
"A USF2000 tem tido mais carro porque é a mais barata, o carro é parecido e pelo menos os meninos estão conseguindo correr lá, conhecer as pistas dos EUA. A Pro 2000 é o mesmo carro, não é um carro desenhado para a potência que tem e é bem cara, é um problema grave", seguiu. 
Rasmus Lindh lidera o campeonato (Foto: Pro 2000)
Juncos acredita, inclusive, que os promotores atuais precisarão deixar o programa que perdeu o suporte da Mazda após 2018 para que exista alguma salvação.
 
"A maior falha está nos promotores da categoria, em quem manda, que não é a Indy, é a Andersen Promotions. Eles não sabem o que fazer, cometem muitos erros e por isso chegamos aonde chegamos. A solução é que peçam desculpas e deixem alguém que realmente saiba fazer automobilismo tomar conta das categorias, que saiam do poder", completou.
 
A Juncos ainda disputa o título das duas categorias. Rinus VeeKay é vice-líder na Indy Lights, enquanto Rasmus Lindh lidera a Pro 2000. Confira o restante da entrevista com Ricardo Juncos no GRANDE PREMIUM.
 

 
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